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Doutrina da Salvação

(Doutrina da Salvação)

Origem do Termo

A soteriologia é o estudo da salvação humana. A palavra é formada a partir de dois termos gregos Σοτεριος [Soterios], que significa “salvação” e λογος [logos], que significa “palavra”, ou “princípio”.

Cada religião oferece um tipo diferente de salvação e possui sua própria soteriologia, algumas dão ênfase ao relacionamento do homem em unidade com Deus, outras dão ênfase ao aprimoramento do conhecimento humano como forma de se obter a salvação.

O tema da soteriologia é a área da Teologia Sistemática que trata da doutrina da salvação humana.

Conceito de Soteriologia: Salvação é um termo que genericamente se refere à libertação de um estado ou condição indesejável. O conceito de salvação eterna, salvação celestial ou salvação espiritual faz referência à salvação da alma, pela qual a alma se livraria de uma ameaça eterna (castigo eterno ou condenação eterna) que esperaria depois da morte. Na teologia, o estudo da salvação se chama soteriologia e é um conceito vitalmente importante em várias religiões.

A palavra salvação, tem sua origem no grego soteria, transmitindo a idéia de cura, redenção, remédio e resgate; no latim salvare, que significa salvar, e também de salus, que significa ajuda ou saúde.

Conceito no Cristianismo: No cristianismo a salvação é estabelecida através de Jesus Cristo. A soteriologia no cristianismo estuda como Deus separa as pessoas condenadas pelo pecado e os reconcilia com Deus. Os cristãos recebem o perdão dos pecados, vida e salvação adquirido por Jesus Cristo através de seu sofrimento inocente, morte e ressurreição após sua morte. Esta graça da salvação é recebida sempre pela fé em Jesus Cristo, através da palavra de Deus.

A idéia de salvação é um dos conceitos espirituais mais importantes no cristianismo, junto com a divindade de Jesus e a definição do Reino de Deus.

Tradicionalmente, entre os cristãos, uma meta principal é obter a salvação. Outros sustentam que a meta principal do cristianismo é cumprir a vontade de Deus, aceitando seu reinado, ou que os conceitos são equivalentes. Em muitas tradições, obter a salvação é sinônimo de “ir para o Céu” depois da morte, enquanto que muitos também enfatizam que a salvação representa uma troca de vida enquanto se permanece na terra. Vários elementos da teologia cristã explicam por que a salvação é necessária e como se obter.

A idéia de salvação se baseia em que existe um estado de não-salvação, do qual o indivíduo (ou a humanidade) necessita ser redimido. Para a maioria dos cristãos católicos e protestantes, este é o juízo de Deus sobre a humanidade devido a sua culpa no pecado original (devido ao Lapso ou a “Queda” de Adão) e a outros pecados atualmente cometidos por cada indivíduo, já que se reconhece pecados em todos.

As igrejas ortodoxas rejeitam o conceito agostiniano de pecado original, expressão que nem sequer existe na patrística grega, e vêem a salvação como uma escala de melhoramento espiritual e purificação da natureza tanto humana como geral, que foi danificada na queda.

Conceito de Salvação em outras Religiões

Conceito de Salvação: Budismo: As Quatro Nobres Verdades delineiam a essência da soteriologia budista. O sofrimento (dukkha) é tratado como uma enfermidade, da qual se pode curar pelo entendimento das causas e ao seguir o Nobre Caminho Óctuplo. O Nobre Caminho Óctuplo inclui moralidade e meditação. Os meios para alcançar a libertação e se desenvolvem com mais profundidade em outros ensinamentos budistas.

Conceito de Salvação: Judaísmo: O Judaísmo entende que o povo judaico é o povo escolhido de Deus e enfatiza o comportamento ético e moral do homem para que ele obtenha o benefício da salvação. Para tanto enfatiza o cumprimento das Lei (ordenanças) de Deus.

Conceito de Salvação: Islamismo: Para os muçulmanos, o propósito da vida é viver de forma de agradar a Allah para poder ganhar o Paraíso. Se crê que na puberdade, uma conta de dívidas de cada pessoa se abre e isso será usado no Dia do Juízo para determinar seu destino eterno. O Corão também sugere a doutrina da predestinação divina. Corão 4:49, 24:21, 57:22. O Corão ensina a necessidade de fé e boas obras para a salvação. A doutrina muçulmana da salvação é que os incrédulos (kuffar, literalmente, o que recusa a verdade) e os pecadores estão condenados, mas o arrependimento genuíno dá como resultado o perdão de Allah e a entrada ao paraíso ao morrer.

Conceito de Salvação: Hinduísmo: A salvação, para o hindu, é a libertação da alma do ciclo da morte e da reencarnação e se obtêm ao alcançar o nível espiritual mais alto. É a meta final do hinduísmo, que considera o “céu” e o “inferno” ilusões temporárias. Este conceito se chama mokṣa (em sanscrito, ‘libertação’) ou mukti.

Concepção Calvinista de Salvação

Quem foi João Calvino?

João Calvino foi um dos Reformadores da Igreja. Até os 24 anos de idade Calvino era católico. Em 1533 converteu-se ao protestantismo. Foi perseguido na França e, no ano de 1536 fugiu para Genebra (Suíça).

Principais idéias (concepções religiosas) defendidas por Calvino:

– Salvação só é atingida através da fé;

– Predestinação: a salvação é concedida por Deus somente para algumas pessoas eleitas; A sua teologia é vista com reservas principalmente quando se refere a predestinação. Essa doutrina é a mais rejeitada dentre as doutrinas calvinistas.

– Todo homem é pecador por natureza;

– A realização de culto religioso deve ser feito em local simples e sem imagens.

– O culto deve ser composto apenas por comentários bíblicos, sem cerimônias;

– Realização da eucaristia e do batismo. 

Idéias Principais do discurso da Soteriologia:

Doutrina da PredestinaçãoOrigem da SalvaçãoArrependimentoRegeneraçãoConversãoRedençãoReconciliaçãoExpiaçãoPropiciação SantificaçãoJustificaçãOo

Soteriologia: Quando João 19: 30 diz: “está consumado”, que é a expressão grega tételestai, ele quer dizer quer tudo está pago. Isto representa a salvação para o cristão. Tudo foi comprado no calvário. Abrange cada fase de nossas necessidades e dura de eternidade a eternidade. Inclui a libertação do pecado no presente e a apresentação contra as invasões do pecado no futuro, Jd 1: 24-25; Tt 2: 11-13. Então, vejamos em detalhes suas fases: salvação: arrependimento, fé, conversão, regeneração, justificação, adoção e santificação. 

Arrependimento: Arrependimento é o ato pelo qual a pessoa reconhece o seu pecado e o abandona, confessando-o a Deus. O arrependimento é diferente do remorso. Por exemplo: João e Pedro colam na prova escolar. João confessa, pede perdão e aceita a punição. Isto é arrependimento. Pedro é surpreendido pelo professor, tem remorso e no coração diz que na próxima prova, se tiver oportunidade, vai colar novamente.

Nessa ilustração, Pedro sentiu apenas remorso. O remorso é a tristeza do mundo que produz morte. O arrependimento verdadeiro é a tristeza que, segundo Deus, conduz à salvação, 2Co 7: 10. No Novo Testamento, Pedro e Zaqueu são exemplos de arrependimento, Mt 26: 75; Lc 19: 8, e Judas, um exemplo de remorso do seu pecado, Mt 27: 3-5.

Fé: Quando se fala em fé, há alguns textos que muitos já sabem de cor: “fé é a certeza das coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se vêem”, Hb 11: 1; “A fé vem pelo ouvir, e o ouvir da palavra de Deus”, Rm 10: 17; “Se com a tua  boca confessares ao Senhor Jesus, e em  teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação”, Rm 10: 9-10.

No idioma grego, língua em que foi escrito originalmente o Novo Testamento, há duas expressões para a palavra fé: pistis – uma crença ou convicção intelectual; uma completa confiança em Deus, ou mais particularmente, em Cristo, com vista à redenção do pecado; pisteuein – confiança plena em Deus. Há dois tipos de fé: a fé salvadora e a fé como um dom. 

Conversão: O termo grego para conversão é metanóia, ou seja, mudança de mente e transformação. Deve-se distinguir a conversão cristã de outras qualidades de conversão. O vocabulário conversão, literalmente, significa voltar ou mudar de direção. Portanto, neste sentido literal, podemos ser convertidos dum ponto de vista para outro. Pode-se mudar de partido político, e assim dá uma conversão política. Mudar de denominação, e assim se dá uma conversão religiosa.

A conversão cristã é o ato pelo qual a pessoa se volta do pecado para Jesus Cristo, tanto para obter perdão dos pecados, como para se libertar deles. Isso inclui livramento da pena do pecado. A conversão está intimamente ligada ao arrependimento, porque o arrependimento enfatiza o aspecto negativo do abandono ou saída do pecado, enquanto a conversão enfatiza o aspecto positivo da volta para Cristo. O arrependimento produz tristeza pelo pecado, já a conversão produz alegria por causa do recebimento do perdão e livramento da pena do pecado. O arrependimento nos leva à cruz. Já a conversão nos leva ao túmulo vazio e ao Cristo ressurreto.

Regeneração ou novo nascimento: O sentido etimológico da palavra regeneração vem do vocábulo grego paliggenesia e significa novo nascimento ou nascer de novo. Refere-se a uma nova criação. Regeneração é uma mudança sobrenatural e instantânea operada pelo Espírito Santo na natureza da pessoa que recebe Jesus Cristo como Salvador.

O apóstolo João descreve a regeneração como novo nascimento, Jo 3: 3-8. Jesus fala que é como passar da morte para a vida, Jo 5: 24. Já o apóstolo Paulo chama de nova criatura, 2Co 5: 17; Gl 6: 15. Regeneração não é uma reforma no ser humano. Essa reforma pertence ao plano humano, a regeneração, ao divino. A reforma é algo ligado ao exterior; já a regeneração é a mudança interior, que vem de dentro. A reforma afeta a conduta, já a regeneração modifica o caráter, Tt 3: 5.

Justificação: A palavra justificação vem do verbo grego dikaioo e significa declarar que uma pessoa é justa, tornar justo. Já o substantivo dikaiósis significa justificação, que é o ato da graça divina pelo qual Deus declara justa a pessoa que põe sua fé em Jesus Cristo como seu salvador. Podemos ilustrar isso com um criminoso que pode até ser perdoado pelo governo e deixa a prisão, porém leva a culpa consigo em sua consciência, mesmo já em liberdade.

Nesse caso, ele foi perdoado, mas não justificado, visto que era culpado do crime pelo qual o levou a prisão. Mas, no caso da pessoa justificada, ela é isentada, não porque não mereça punição, e não pelo fato de já não mais carregar a lembrança de sua culpa, mas porque as exigências da lei divina foram satisfeitas. Outra pessoa tomou o lugar dele e padeceu a execução destinada a ele. A lei não tem mais o que alegar contra ele.

Na justificação, Jesus literalmente assumiu as nossas dívidas e pagou por nós: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso senhor Jesus Cristo”, Rm 5: 1; “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito”, Rm 8: 1; “Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”, Cl 2: 14.

Adoção de Filho: Adoção é o ato da graça de Deus que toma como filhos aqueles que aceitaram a Jesus Cristo, concedendo-lhes os direitos e privilégios de Jesus. A regeneração é uma mudança de nossa natureza. A justificação é uma mudança de nossa situação diante de Deus. A adoção é uma mudança de nossa ordem e posição de mera criatura, para Filho: “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor”, Cl 1: 13.

João 1: 12-13 afirma: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. Todo ser humano pode fazer parte da família divina através de Jesus Cristo. É fundamental aceitá-lo como único e suficiente Salvador e Senhor de sua vida. Aqueles que já tomaram essa decisão filhos de Deus.

Concluindo: O cristão é salvo através de Jesus. Uma parte desse processo é o ser humano que tem de executar e a outra a divina. Por isso, é fundamental na vida cristã que tenhamos a certeza de que o nosso lugar na nova Jerusalém está garantido através de graça divina.

Fonte: http://unaadtam-estudosbiblicos.blogspot.com/2008/05/soteriologia.html

A CONDIÇÃO DO HOMEM: Não se pode compreender a Doutrina da Salvação sem saber-se qual a condição do homem que dela necessita. Vejamos algumas situações do homem sem salvação:

*Escravo do Pecado (João 8:34) – “Disse Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado”. O termo “escravo” significa “estar cativo debaixo de poder absoluto, por compra, herança ou por guerra”.

*O termo “pecado” significa “transgressão da lei divina”. (Romanos 6:18) “Fostes libertos do pecado, e vos tornastes escravos da justiça”.

As Escrituras nos mostram que o pecado pode ser dividido em duas classes:

*Pecado por Comissão – É um ato que não atende uma condição imposta, em outras palavras, é fazer o que Deus proíbe.

*Pecado por Omissão – Ato ou efeito de omitir, deixar de fazer, ou seja, é deixar de fazer o que Deus manda.

Duas conseqüências:

A Morte Espiritual – “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”. (Romanos 5:12)

 A morte física – é a separação entre o corpo e o espírito, quando o espírito abandona o corpo, o corpo morre. Da mesma forma, quando o espírito se separa de Deus, o espírito morre; da mesma maneira que o corpo sem o espírito está morto, o espírito sem Deus também está morto. Separado de Deus, o homem está morto espiritualmente e impossibilitado, de tomar a iniciativa da salvação.

A conseqüência da queda de Adão foi a exclusão da presença de Deus. Isto é, Deus já não andava com Adão no Éden. “E ouviram a voz do Senhor Deus, que passeava no jardim pela viração do dia: e escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus, entre as árvores do jardim”.(Gênesis 3:8).  Ainda em Isaías 59:2 vemos: “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus”.

OS 2 PASSOS PARA A SALVAÇÃO:

*Mateus 4:17 – “Daí por diante passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei – vos, porque é chegado o reino dos céus”.

*Mateus 18:3 – “E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças de modo algum entrareis no reino dos céus”.

Cristo chegara ao mundo, vindo do seio do Pai. Podia descrever as glórias do céu para comover os homens. Mas a sua mensagem era a mesma: Arrependimento e Conversão.

Arrependimento: O verdadeiro arrependimento envolve a pessoa toda, todo o seu ser, toda a sua personalidade. Arrependimento não é apenas mudança de pensamento, é novo nascimento e mudança de vida.

João diz: “Em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”. (João 3:3) “Nascer do novo” significa “um novo ser, uma nova pessoa, ou seja, uma nova personalidade”.

Estudaremos o arrependimento em cada um dos poderes da personalidade: Intelecto, Sensibilidade, Volição.

> Intelecto – Intelectualmente falando, o arrependimento é uma mudança na maneira de pensarmos: Em Deus, em nosso pecado, em nossa relação com o próximo. Antes do arrependimento, o seu pensamento estava voltado para as coisas materiais, agora consiste em coisas espirituais e eternas.

> Sensibilidade – O prazer e a alegria deixam de fixar-se nas coisas terrenas deste mundo para fixar-se nas coisas espirituais. No arrependimento o homem pensa e sente mais em relação a Deus do que em relação ao pecado. No Salmo 51 Davi, chora por seus pecados, mas lamenta muito mais a sua infidelidade diante de Deus. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões segundo a multidão das tuas misericórdias. Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que mau à tua vista, para que sejas justificado quando falares e puro quando julgares”.

 > Volição – Antes do arrependimento o homem quer fazer a sua própria vontade, quer dirigir-se a si mesmo, quer andar no seu próprio caminho. Através do arrependimento o homem passa a querer fazer a vontade de Deus e quer ser dirigido por Ele, porque está convencido de que a direção de Deus lhe é o melhor. Esta mudança na vontade do homem é, de fato, o elemento mais importante no arrependimento.

Conversão: Conversão é uma palavra usada para exprimir o ato do pecador, abandonando o pecado, para seguir a Jesus. A conversão pode e deve repetir-se todas as vezes que o homem pecar e afastar-se de Deus, porque ela consiste no ato de abandonar o pecado e aproximar-se de Deus. Emprega-se, geralmente, a palavra conversão para significar aquela primeira experiência do homem, abandonando o pecado paras seguir a Cristo.

OS 3 ELEMENTOS BÁSICOS PARA A SALVAÇÃO: Romanos 3:24-25 – “E são justificados gratuitamente pela sua Graça, pela redenção que há em Cristo Jesus. Deus o propôs para propiciação pela Fé no seu Sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos sob a tolerância de Deus”. Os elementos básicos estabelecidos para salvação conforme escrito pelo Apóstolo Paulo aos Romanos são:

1o) A Graça –“Pois a graça de Deus se manifestou, trazendo salvação a todos os homens” (Tito 2:11). Graça significa, primeiramente, “favor”, ou “a disposição bondosa da parte de Deus”. (Favor não merecido) A graça de Deus aos pecadores revela-se no fato de que

Ele mesmo pela expiação de Cristo pagou toda a pena do pecado. Por conseguinte, Ele pode justamente perdoar o pecado sem levar em conta os merecimentos ou não merecimentos. A graça manifesta-se independente das obras dos homens. A graça é conhecida como Fonte da Salvação.

2o) O Sangue – “O sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (I João 1:7). Em virtude do sacrifício de Cristo no calvário, o crente é separado para Deus, seus pecados perdoados e sua alma purificada. Sangue é conhecido como a Base da Salvação.

3o) A Fé – “Pois é pela graça que sois salvos, por meio da Fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”(Efésios 2:8). Pela fé reconhece o homem a necessidade de salvação, e pela mesma fé é ele levado a crer em Cristo Jesus. “Ora, sem Fé é impossível agradar a Deus, porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6). A Fé conduz-nos ao Salvador, a Fé coloca a verdade na mente e Cristo no coração. A Fé é a ponte que dá passagem ao mundo espiritual, por isso concluímos que a Fé é o Meio para a Salvação.

O SIGNIFICADO DAS PALAVRAS BÍBLICAS: “ELEITO” E “ESCOLHA”

Convém um entendimento da terminologia que Deus usa pela Bíblia no tratamento desta doutrina. Existe a palavra ‘eleito’ tanto no Velho Testamento (4 vezes somente: Isaias 42:1; 45:4; 65:9,22) e no Novo Testamento (27 vezes junto com as suas variações: eleição e elegido). Não obstante onde a palavra ‘eleito’ é usada, tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento, a palavra ‘eleito’ significa a mesma coisa: escolhido, um preferido, elegido – por Deus.

As vezes, essa palavra hebraica traduzida na maioria dos casos por ‘eleito’ em português é também traduzida, em português, umas quatro vezes, por ‘escolhido’ (I Crônicas 16:13; Salmos 89:3; 105:6; 106:23). A palavra em grego traduzida por ‘eleito’ no Novo Testamento (27 vezes) é também traduzida ‘escolhido’, com a suas variações, não menos que trinta vezes (Mateus 20:16; Marcos 13:20, “eleitos que escolheu”; João 13:18; I Coríntios 1:27; Efésios 1:4, etc.). Somente por um olhar ao significado desta palavra ‘eleito’, como ela é usada pelas Escrituras Sagradas, podemos entender que a eleição é uma escolha, uma escolha feita por Deus. Como é claro pelo estudo das palavras usadas biblicamente para explicar a determinação de Deus, tanto em Hebraica, em grego ou em português a palavra ‘eleito’ e ‘escolha’, junto com a suas variações, significam a mesma coisa, ou seja, uma escolha de preferência.

OS REPROVADOS (OS NÃO ELEGIDOS)

É puramente natural pensar das pessoas que não foram eleitas quanto ao estudo da eleição. Por Deus fazer o ímpio para o dia do mal (Provérbios 16:4) e odiar Esaú para que o propósito de Deus ficasse firme (Romanos 9:11-13); por Deus poder, na Sua soberania, ativamente fazer um vaso para honra e outro para desonra (Romanos 9:21) e por isso ser algo que Ele realmente fez (Romanos 9:13); por Deus endurecer os que não foram eleitos (Romanos 11:7) e destinar alguns para a ira (I Tessalonicenses 5:9) e para tropeçar na palavra (I Pedro 2:8); por Deus ocultar informações de alguns (Mateus 11:25-26) e por fazer alguns para serem presos e mortos para perecerem na sua corrupção (II Pedro 2:12), e, por existir alguns que antes eram escritos para o juízo (Judas 4) cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo (Apocalipse 13:8; 17:8).

CALVINISMO VERSUS ARMINIANISMO (Comparativo entre os dois sistemas teológicos)

Arminianismo e Livre-Arbítrio ou Capacidade Humana: Embora a queda de Adão tenha afetado seriamente a natureza humana, as pessoas não ficaram num estado de total incapacidade espiritual. Todo pecador pode arrepender-se e crer, por livre-arbítrio, cujo uso determinará seu destino eterno. O pecador precisa da ajuda do Espírito, e só é regenerado depois de crer, porque o exercício da fé é a participação humana no novo nascimento. (Is 55:7; Mt 25:41-46; Mc 9:47-48; Rm 14:10-12; 2Co 5:10)

Calvinismo e Incapacidade Total ou Depravação Total: O homem natural não pode sequer apreciar as coisas de Deus. Menos ainda salvar-se. Ele é cego, surdo, mudo, impotente, leproso espiritual, morto em seu pecado, insensível à graça comum. Se Deus não tomar a iniciativa, infundindo-lhe a fé salvadora, e fazendo-o ressuscitar espiritualmente, o homem natural continuará morto eternamente. (Sl 51:5; Jr 13:23; Rm 3:10-12; 7:18; 1Co 2:14; Ef 1:3-12; Cl 2:11-13)

Arminianismo e Eleição Condicional : Deus escolheu as pessoas para a salvação, antes da fundação do mundo, baseado em Sua presciência. Ele previu quem aceitaria livremente a salvação e predestinou os salvos. A salvação ocorre quando o pecador escolhe a Cristo; não é Deus quem escolhe o pecador. O pecador deve exercer sua própria fé, para crer em Cristo e ser salvo. Os que se perdem, perdem-se por livre escolha: não quiseram crer em Cristo, rejeitaram a graça auxiliadora de Deus. (Dt 30:19; Jo 5:40; 8:24; Ef 1:5-6, 12; 2:10; Tg 1:14; 1Pe 1:2; Ap 3:20; 22:17)

Calvinismo e Eleição Incondicional: Deus elegeu alguns para a salvação em Cristo, reprovando os demais. Aos eleitos Deus manifesta a Sua misericórdia e aos reprovados a Sua justiça. Deus não tem a obrigação de salvar ninguém, nem homens nem anjos decaídos. Resolveu soberanamente salvar alguns homens (reprovando todos os demais) e torná-los filhos adotivos quando eram filhos das trevas. Teve misericórdia de algumas criaturas, e deixou as demais (inclusive os demônios) entregues às suas próprias paixões pecaminosas. A salvação é efetuada totalmente por Deus. A fé, como a salvação, é dom de Deus ao homem, não do homem a Deus. (Ml 1:2-3; Jo 6:65; 13:18; 15:6; 17:9; At 13:48; Rm 8:29, 30-33; 9:16; 11:5-7; Ef 1:4-5; 2:8-10; 2Ts 2:13; 1Pe 2:8-9; Jd 1:4).

Comunidade Evangélica Vale de Bênção – São Paulo/SP

Tel. 0xx11 3484.6185

Email: prlucianoescala@hotmail.com

Acesse: www.comunidadevb.com.br

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