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Estudo das heresias

Heresiologia é o estudo das heresias.Heresia deriva da palavra háiresis e significa: escolha, seleção, preferência. Daí surgiu a palavra seita (latim secta – doutrina ou sistema que diverge da opinião geral e é seguido por muitos), por efeito de semântica.
Do ponto de vista cristão, heresia é o ato de um indivíduo ou de um grupo afastar-se do ensino da Palavra de Deus e adotar e divulgar suas próprias idéias, ou as idéias de outrem, em matéria de religião. Geralmente é um grupo não-ortodoxo, esotérico (do grego esoterikós, que significa conhecimento secreto, ao alcance de poucos).
Reforçando, podemos dizer que nos conceitos acima apresentados heresia e seita, em sua própria definição, são contraditórias e separatistas daquilo que dizem, verdadeiramente, as Sagradas Escrituras, a própria Palavra de Deus. Em resumo é o abandono da verdade.
O termo háiresis aparece no original em Atos 5:17; 15:5; 24:5; 26:5; 28:22.
Por sua vez, heresia aparece em Atos 24:15; I Co 11:19; Gl 5:20; II Pe 2:1.
O surgimento das seitas é uma profecia escatológica (Mt 24:24), em que o próprio Senhor nos alertou. Portanto é importante seu estudo pois, trata-se de um sinal dos tempos anunciado por Jesus e seus apóstolos (II Pe 2:1-3).

Para se identificar uma seita, observe o que ela prega sobre os seguintes assuntos:

1) a Bíblia Sagrada;
2) a Pessoa de Deus;
3) a queda do homem e o pecado;
4) a Pessoa e a obra de Cristo;
5) a salvação;
6) o porvir;

Se o que uma seita ensina sobre estes assuntos não se coaduna com as Escrituras, podemos estar certos de que estamos diante duma seita herética.

Observe ainda alguns aspectos comuns às seitas:

1) As seitas subestimam o valor do Senhor Jesus ou colocam-no numa posição secundária, tirando-lhe a divindade e os atributos divinos como conseqüência.
2) Crêem apenas em determinadas partes da Bíblia e admitem como “inspirados” escritos de seus fundadores ou de pessoas que repartem com eles boa parte daquilo que crêem;
3) Dizem ser os únicos certos;
4) Usam de falsa interpretação das escrituras;
5) Ensinam o homem a desenvolver sua própria salvação, muitas vezes, sob um conceito totalmente naturalista;
6) Costumam buscar suas presas em outras religiões, conseguindo desencaminhar para o seu meio, inclusive, muitos bons cristãos.

Algumas características marcantes das seitas são:

1. Freqüentemente isolacionistas – para facilitar o controle dos membros fisicamente, intelectualmente, financeiramente e emocionalmente.
2. Freqüentemente apocalípticas – dão aos membros um enfoque no futuro e um propósito filosófico para evitar o apocalipse.
3. Fornecem uma nova filosofia e novos ensinos – revelados pelo seu líder.

4. Fazem doutrinação – para evangelismo e reforço das convicções de culto e seus padrões.
5. Privação – quebrando a rotina do sono normal e privação de comida, combinados com a doutrinação repetida (condicionamento), para converter o candidato a membro.

 Muitas seitas contém sistemas de convicção “não-verificáveis”.

1. Por exemplo, algumas ensinam algo que não pode ser verificado.
2. Uma nave espacial que vem atrás de um cometa, para resgatar os membros.
3. Ou, Deus, um extraterrestre ou anjo apareceram ao líder e lhe deram uma revelação
4. Os membros são anjos vindos de outro mundo, etc.
5. Freqüentemente, a filosofia da seita só faz sentido se você adotar o conjunto de valores e definições que ela ensina.
6. Com este tipo de convicção, a verdade fica inverificável, interiorizada, e facilmente manipulada pelos sistemas filosóficos de seu(s) inventor(es).

O Líder de uma Seita:

É freqüentemente carismático e considerado muito especial por razões variadas:
1. O líder recebeu revelação especial de Deus.
2. O líder reivindica ser a encarnação de uma deidade, anjo, ou mensageiro especial.
3. O líder reivindica ser designado por Deus para uma missão
4. O líder reivindica ter habilidades especiais
5. O líder está quase sempre acima de repreensão e não pode ser negado nem contradito.

Como se comportam as Seitas?

1. Normalmente buscam fazer boas obras, caso contrário ninguém procuraria entrar para elas.
2. Parecem boas moralmente e possuem um padrão de ensino ético.
3. Muitas vezes, quando usam a Bíblia em seus ensinos, utilizam também “escrituras” ou livros complementares.
4. A Bíblia, quando usada, é sempre distorcida, com interpretações próprias, que vão de encontro à filosofia da seita.
5. Muitas seitas “recrutam” o Senhor Jesus como sendo um deles, redefinindo-o adequadamente.

Quem é vulnerável a entrar para uma seita?

A. Todas as pessoas são vulneráveis.
1. Rico, pobre, educado, não-educado, velho, jovem, religioso, ateu, etc.

B. Perfil geral do membro em potencial de uma seita (alguns ou todos os itens seguintes)
1. Desiludido com estabelecimentos religiosos convencionais.
2. Intelectualmente confuso em relação a assuntos religiosos e filosóficos
3. Às vezes desiludido com toda a sociedade
4. Tem uma necessidade por encorajamento e apoio
5. Emocionalmente carente
6. Necessidade de um sensação de propósito, um objetivo na vida.
7. Financeiramene necessitado

Técnicas de recrutamento

A. As seitas encontram uma necessidade e a preenchem. As táticas mais usadas são:
1. “Bombardeio de Amor – Love Bombing ” – que é a demonstração constante de afeto, através de palavras e ações.
2. Às vezes há muito contato físico como abraços, tapinhas nas costas, toques e apertos de mão.
3. Emprestam apoio emocional a alguém em necessidade.
4. Ajuda de vários modos, onde for preciso.
5. Desta maneira, a pessoa fica em débito então com a seita e procura de algum modo retribuir.
6. Elogios que fazem a pessoa pensar que é o centro das atenções.

B. Muitas seitas usam a influência da Bíblia ou mencionam Jesus como sendo um deles; dando validade assim ao seu sistema.
1. Escrituras distorcidas
2. Usam versículos tirados da Bíblia fora do contexto
3. Então misturam os versículos mal interpretados com a filosofia aberrante delas.

C. Envolvimento gradual
1. Alterando lentamente o processo de pensamento e o sistema de convicção da pessoa, através da repetição dos seus ensinos (condicionamento).
2. As pessoas normalmente aceitam as doutrinas de uma seita um ponto de cada vez.
3. Convicções novas são reforçadas por outros membros da seita.

Por que alguém seguiria uma Seita?

A. A seita satisfaz várias necessidades:
1. Psicológica – Alguém pode ter uma personalidade fraca, facilmente manipulável.
2. Emocional – A pessoa pode ter sofrido um trauma emocional recente ou no passado
3. Intelectual – O membro tem perguntas que este grupo responde.

B. A seita dá a seus membros a aprovação, aceitação, propósito e uma sensação de pertencer a algum grupo.

C. A seita pode ser atraente por algumas razões. Podem ser. . .
1. Rigidez moral e demonstração de pureza
2. Segurança financeira
3. Promessas de exaltação, redenção, “consciência mais elevada” ou um conjunto de outras recompensas.

Como as pessoas são mantidas na seita?

A. Dependência:
1. As pessoas querem freqüentemente ficar porque a seita vai de encontro às suas necessidades psicológicas, intelectuais e espirituais.

B. Isolamento:
1. O contato com pessoas de fora do grupo é reduzido e cada vez mais a vida do membro é construída ao redor da seita.
2. Fica muito mais fácil então controlar e moldar o membro.

C. Reconstrução cognitiva (Lavagem cerebral):
1. Uma vez que a pessoa é doutrinada, os processos de pensamento deles/delas são reconstruídos para serem consistentes com a seita e ser submisso a seus líderes.
2. Isto facilita o controle pelo(s) líder(es) da seita.

D. Substituição:
1. A Seita e os líderes ocupam freqüentemente o lugar de pai, mãe, pastor, professor etc.
2. Freqüentemente o membro assume as características de uma criança dependente, que busca ganhar a aprovação do líder ou do grupo.

E. Obrigação
1. O membro fica endividado emocionalmente com o grupo, às vezes financeiramente, etc …

F. Culpabilidade
1. É dito para a pessoa que sair da seita é trair o líder, Deus, o grupo, etc.
2. É dito também que deixar o grupo é rejeitar o amor e a ajuda que o grupo deu.

G. Ameaça:
1. Ameaça de destruição por “Deus” por desviar-se da verdade.
2. Às vezes ameaça física é usada, entretanto não freqüentemente.
3. Ameaça de perder o apocalipse, ou ser julgado no dia do julgamento, etc.

De onde elas vieram?
Entre muitas razões para o surgimento de seitas falsas no mundo, hoje, destacam-se as seguintes:

1) A ação diabólica no mundo (II Co 4:4);
2) A ação diabólica contra a igreja (Mt 13:25);
3) A ação diabólica contra a Palavra de Deus (Mt 13:19);
4) O descuido da Igreja em pregar o Evangelho completo (Mt 13:25);
5) A falsa hermenêutica (II Pe 3:16);
6) A falta de conhecimento da verdade bíblica (I Tm 2:4);
7) A falta de maturidade espiritual (Ef 4:14).

Observem agora, alguns fatos sobre seitas fanáticas no mundo e no Brasil:

Em 1978, o então missionário norte-americano Jim Jones, foi responsável pela morte de 900 seguidores, na Guiana Francesa, todos envenenados após Ter anunciado a eles o fim do mundo. Um fato interessante desse trágico acontecimento foi o depoimento de um dos militares americanos respnsáveis pela remoção dos corpos. Ele disse que, após vasculhar todo o acampamento, não foi encontrado um só exemplar da Bíblia. Jim Jones substituiu a Bíblia por suas próprias palavras.

Em 1993, o líder religioso David Koresh, que se intitulava a reencarnação do Senhor Jesus, promoveu um verdadeiro inferno no rancho de madeira, onde ficava a seita Branch Davidian. Seduzindo os seguidores com a filosofia de que deveria morrer para depois ressuscitar das cinzas, derramou combustível no rancho e ateou fogo, matando 80 pessoas, incluindo 18 crianças.

Em 1997, outra seita denominada Heaven’s Gate (Portão do Céu), que misturava ocultismo com fanatismo religioso, levou 40 seguidores ao suicídio. Na ocasião, essas pessoas acreditavam que seriam conduzidas para outra dimensão em uma nave que surgiria na cauda do cometa Halley Bop.

No Brasil também existem muitas seitas e denominações que se reforçam em profecias do Apocalipse. Uma das mais conhecidas, devido ao destaque dado pela mídia, são as Borboletas Azuis, da Paraíba, que em 1980 anunciou um dilúvio para aquele ano.

Em Brasília, encontra-se o Vale do Amanhecer, que conta com aproximadamente 36.000 adeptos. No Paraná, um homem de nome Iuri Thais, se auto-intitula como o próprio Senhor Jesus reencarnado. Fundador da seita Suprema Ordem Universal da Santíssima Trindade, ele parece ter decorado a Bíblia de capa a capa e, com isso, tem enganado a muitos.

Muitas das seitas são conhecidas dos cristãos brasileiros, a saber: Mormonismo, Testemunhas de Jeová, etc. Mas muitas novas seitas pseudo-cristãs estão chegando ao Brasil e são pouco conhecidas: Igreja Internacional de Cristo/Boston (Igreja de Cristo, no Brasil), Ciência Cristã, Escola Unida do Cristianismo, Meninos de Jesus etc.

Quase todas essas seitas refutam a Trindade (com a conseqüente diminuição do Senhor Jesus Cristo), a ressurreição, a salvação pela Graça e contrariam outros princípios bíblicos.

Como podemos tirar alguém de uma seita?

1.A melhor coisa é não tentar um confronto direto no primeiro encontro, o que pode assustar o membro e afastá-lo de você.
2. Se você é um Cristão, então interceda em oração pela pessoa primeiro.
3. Para tirar uma pessoa de uma seita é necessário tempo, energia, e apoio.
4. Ensine a verdade.
5. Dê-lhe a verdadeira substituição para o sistema de convicção aberrante que ela aprendeu, ou seja, o Evangelho da Graça de Jesus Cristo.
6. Mostre as inconsistências da filosofia do grupo, à luz da Bíblia.
7. Estude a seita e aprenda sua história, buscando pistas e informações
8. Tente afastá-lo fisicamente da seita por algum tempo, para quebrar o laço de isolamento.
9. Dê o apoio emocional de que ele precisa.
10. Alivie a ameaça de que se ele deixar o grupo, estará condenado ou em perigo.
11. Geralmente, não ataque o líder do grupo, deixe isso para depois. Freqüentemente o membro da seita tem lealdade e respeito para com o fundador ou líder.
12. Confronte outros membros da seita ao mesmo tempo, somente quando for inevitável.

TESTEMUNHA DE JEOVÁ:

A seita que tem esse nome não segue o evangelho de Cristo e é anti-cristã. Falsa, por que diz obedecer a Bíblia e na realidade, deturpa e mutila os seus ensinamentos. É anti-cristã, porque além de negar a divindade de Cristo nega também as doutrinas básicas do cristianismo. Mas, não se pode negar que tem um dos mais fortes e organizados evangelismos de porta em porta dentre aqueles que se denominam cristãos.

DADOS HISTÓRICOS:

 Fundador: Charles Taze Russel, nasceu em 1852 na Pensilvânia, nos Estados Unidos. Foi criado na Igreja Presbiteriana.

Foi membro da igreja Congregacional e ingressou na Igreja Adventista, abandonando-a depois.

No ano de 1874 iniciou o seu próprio movimento chamando-o “Religião Organizada”. Escreveu uma obra de 7 volumes, sob o titulo: “Estudos nas Escrituras”, que foi muito divulgada.

Russel foi um homem de maus procedimentos. Casou-se em 1879. Várias vezes compareceu a tribunais, inclusive por ações movidas por sua esposa, quando a situação tornou-se intolerável. Ela não podendo suportar os maus tratos e o seu regime de prepotência, abandonou-o em 1897 e dele divorciou-se em 1913, alegando vida imoral.

Russel viu-se muitas vezes em apuros na justiça devido a escândalos financeiros.

Após a morte de Russel, Joseph Franklin, nascido em 1869, advogado e juiz tomou a direção da seita e somente a deixou na sua morte em 1942. Depois o sucessor foi Rutherford, posteriormente  Nathan H. Knor, já em idade bem avançada.

Dados da Seita:

Números de Adeptos: Estatística de 1978: 2.300.000 membros aproximadamente em 214 países do mundo.

Países onde é mais forte: América do Norte, Inglaterra, México, África, Japão, Bolívia, Brasil e Chile.

Seus diversos nomes: 1) Russelistas; 2) Torre de Vigia; 3) Aurora do Milênio; 4) Estudantes da Bíblia; 5) Testemunhas de Jeová.

Seus livros: Os mais conhecidos e traduzidos para o Português são: “Religião”, “Criação”, “Salvação”, “Seja Deus verdadeiro”, “Inimigos”, “Jeová”, “A Verdade vos tornará Livre”.

Seu livro guia: “Estudos das Escrituras”- (escritos por seu fundador e a “Tradução do Novo Mundo das Escrituras).

Eles possuem: Uma estação de rádio nos EUA que é ouvida praticamente em todo Estados Unidos, tem também, um Instituto com cursos de pouca duração, que nos seus primeiros 12 anos, preparou, e enviou para os vários cantos do mundo 1.800 missionários. Uma casa Publicadora, situada na cidade de Brooklin em Nova lorque. Entre os anos de 1942 e 1952, o número de adeptos cresceu mais que o dobro, e é considerada hoje, como a seita ou religião falsa que tem tido um crescimento mais rápido e fenomenal.

Alguns costumes falsos que fazem desta uma igreja não-evangélica e contra a palavra de Deus:

Dizem que a Trindade é uma mentira;

Ensinam que Deus criou a Jesus como filho e então usou-o como seu sócio. Afirmam também que Jesus antes de vir ao mundo, era arcanjo Miguel.;

Negam a personalidade do Espírito Santo ;

Não crêem na existência do Inferno como lugar de castigo eterno ;

Dizem que o número dos salvos será de 144.000 pessoas;

Os Russelistas ensinam que Jesus Cristo veio no ano de 1878, porém de uma maneira invisível ou seja espiritual;

Afirmam também que o homem em nada difere do animal, pois quando o homem morre a sua alma não vai para lugar nenhum, pois já não existe após a morte; 

Proíbem a transfusão de sangue, alegando que a alma do homem está no sangue, e sendo assim, não podemos passá-la a outra pessoa, pois desobedecemos ao mandamento de amar a Deus com toda a alma

OS RUSSELISTAS E SUAS DOUTRINAS:
A TRINDADE: Os Russelistas afirmam que Satanás deu origem à Trindade, dizem também que a Doutrina da Trindade é uma superstição herdada do paganismo egípcio e babilônico.

REFUTAÇÃO: Embora a palavra “Trindade” não esteja na Bíblia, ela aparece desde a primeira página da Bíblia. Gn 1.1, o nome Deus (Elohim, plural, indicando mais de uma pessoa. A Trindade está presente em toda a Bíblia, vejamos: 1) A Criação do Homem Gn 1. 2) Conclusão divina à capacidade de conhecimento do homem a respeito do bem e do mal Gn 3.22. 3) Confusão das línguas em Babel Gn 11.7. 4) Visão e chamada de Isaías Is 6.8. 5) Batismo de Jesus- Mt 3.16-17 6) Distribuição dos dons espirituais – 1 Co 12.4-6. 7) Benção Apostólica – 11 Co 13.13. 8) Dedicatória às sete Igrejas da Ásia. Ap 1.4-5. É bom salientar que apesar de haver uma publicidade na palavra Elohimnão é o caso de haver três Deuses, todos três independentes e de existência própria. Os três cooperando, unidos e no mesmo propósito, de maneira que no pleno sentido da palavra, são “um”. O Pai cria, o Filho redime e o Espírito Santo santifica.

O termo Trindade não aparece na Bíblia; é uma expressão teológica, que surgiu durante o século 20 para descrever a Divindade. Mas, o planeta Júpiter existiu antes de receber este nome; e a doutrina da Trindade encontra-se na Bíblia antes de receber a terminologia Trindade.

DOUTRINA SOBRE A PESSOA DE JESUS CRISTO: Os Russelistas negam todas as principais doutrinas da Igreja sobre a Pessoa Bendita de Jesus Cristo. Negam que Jesus seja Deus. Afirmam que é um ser criado como o são os anjos e o homem. Ensinam que Deus criou a Jesus como filho e então usou-o como seu sócio. Afirmam também que Jesus antes de vir ao mundo, era o arcanjo Miguel.

REFUTAÇÃO: A Bíblia afirma categoricamente que Jesus é Deus, em João 1.1, temos a seguinte afirmação: “No princípio era o Verbo e o verbo estava com Deus e o Verbo era Deus”. Explicação: “O Verbo estava com Deus“; A palavra “com” é tradução de uma preposição grega que significa literalmente “de frente” ou “olhando para” . Assim sendo, a palavra ou Verbo é uma pessoa que está nesta relação com o Pai. No grego há outro significado definitivo antes do vocábulo “Deus”, o que indica que a Primeira Pessoa da Trindade é ali referida. Dessa maneira João está falando sobre a comunhão entre a Palavra Jesus Cristo e o Pai, uma comunhão que existirá por toda a eternidade, a qual nunca foi interrompida senão naquele misterioso momento no Calvário, quando o Filho clamou: “Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste?“

“E o verbo era Deus”: Aqui a palavra é empregada dessa maneira, refere-se à essência divina. Dessa maneira, João nos ensina aqui que o nosso Senhor Jesus Cristo é essencialmente Deus. Jesus de Nazaré, o carpinteiro, o mestre, é o próprio Deus. Explicando o versículo: No princípio era o Verbo (conceito total de Deus) e o Verbo estava de frente com Deus (Pai), e o Verbo era (quanto sua essência ou natureza) Deus.

JESUS CRISTO (O FILHO) TEM OS MESMOS ATRIBUTOS DE DEUS (O PAI): Deus (O Pai) – Criou os céus e a terra. Gn 1:1. Adorar somente a Deus – Mt 4:10. Deus é onisciente – SI 139:3 Somente Deus pode perdoar pecados – Mc 2:7. Jesus Cristo (O Filho) – Tudo foi criado por Ele e para Ele – Col. 1:16. Cristo adorado pelos anjos – Hb 1.6. Cristo é Onisciente – Mt 9.4;

Jo 2.24 e 25, Cristo também tem poder para perdoar pecados Mt 9.5 e 6. Jesus é igual a Deus; Jo 14.6; tem existência própria Jo 5.26; Ele é amor Jo 3.16; Ele é santo Lc 1.3; Ele é eterno Jo 1.1; E Onipresente Mt. 28.20; E Onipotente Mt. 28.18.

DOUTRINA SOBRE A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO: Os Testemunhas de Jeová negam a personalidade do Espírito Santo dizendo que é apenas um poder invisível, uma influência impessoal emanada de Deus, um mero fluido para executar a vontade divina

REFUTAÇÃO: O Espírito Santo é uma Pessoa, pois lhe são atribuídos predicados de uma personalidade.

Se o Espírito Santo não é um mero poder emanado de Deus, e sim a Terceira Pessoa da Trindade, então a nossa preocupação não será mais como poderemos nos apossar do Espírito para realizar o nosso trabalho, senão, como entregarmos a Ele para que realize, por nosso meio, a sua obra no mundo. O Espírito Santo é o dirigente, o crente coopera com Ele;

O Espírito Santo é o Mestre e o crente é o discípulo. Sendo Espírito Santo uma pessoa Ele age como pessoa. Ele ama – Rom. 15.30. Ele ensina – Jo. 14.26. Ele fala – At.13.2. Ele intercede. Rom. 8.26. Ele ornamenta. Jo 26.13. Ele convida. Ap 22. Em segundo lugar queremos afirmar que o Espírito Santo é uma pessoa divina, sendo divina, Ele é Deus. O Espírito é Executivo da Divindade, operando em todas as esferas, tanto física como moral.

Por intermédio do Espírito, Deus criou e preserva o Universo.

Prova-se sua divindade pelos seguintes fatos: Atributos divinos lhe são aplicados:

 1) Ele é eterno. Hb 9.14.

2) Ele é Onisciente 1 Cor. 2.10.11.

 3) Ele é Onipotente Lc. 1.35. 

4) Ele é onipresente SI 139.7-10.

Obras divinas lhe são atribuídas, como sejam: Criação; regeneração e ressurreição. Jo 3.5-8; Rm 8.11.

É classificado junto ao Pai e o Filho. 1 Co 12.4-6; II Co 13.13; Mt 28.19;  Ap 1.4.

DOUTRINA SOBRE O INFERNO: Os Russelistas algumas vezes, dizem que o inferno é este mundo, outras vezes, dizem que o inferno é a morte ou a sepultura. Na verdade, eles não têm certeza de para onde vão, não crêem na existência do inferno como lugar de castigo eterno.

REFUTAÇÃO: O Inferno não é sepultura. A palavra hebraica para sepultura é “Quebar” Gn 50.5, e a grega “Menemeion”.

 É verdade que a palavra Sheol está traduzida algumas vezes como sepultura ou sepulcro em nossas Bíblias em português, mas isso se deve ao fato da má tradução.

As seguintes palavras definem o termo Inferno:

 1) Sheol – O mundo dos mortos Dt 32.22.

2) Hades – É a forma grega para o hebraico “Sheol”, que significa, o lugar das almas que partiram deste mundo. – Mt 11.23; Lc 10.15; 16.23.

3) Geena – Termo usado para designar um lugar de suplício eterno – Mt 5.22,29,30; Lc 12.5.

 4) Tártaro – O mais profundo do abismo no Hades; e significa encerrar no suplício eterno – II Pe 2.5; Dn 12.2.

DOUTRINA SOBRE A IGREJA: Ensinam os Testemunhas de Jeová que o número dos salvos será de 144.000. Essa doutrina do Russelitas é um pouco complicada. Russel começou ensinando que somente iriam para o céu, os fiéis “Testemunhas de Jeová“. Os seus seguidores naquela época que quando completassem os 144.000 adeptos fiéis, estaria pronto o “rebanho” de Deus. Acontece que a seita cresceu mais do que seu fundador imaginou e o total de adeptos superou esse número. Em 1935, Rudtherford (sucessor de Russel) apresentou a “Doutrina da Grande Multidão”, que se resume no seguinte: 144.000 são os servos escolhidos para reinar com Cristo no reino celeste. As demais “Testemunhas” viverão aqui na terra sob o domínio de Cristo e da sua Igreja no céu. Os 144.000 também são chamados de “O pequeno Rebanho” é a única e verdadeira Igreja. Os que ficarem na terra não serão considerados como “Igreja”.

REFUTAÇÃO: Em primeiro lugar os 144.000, não tem nenhuma ligação com a igreja. Há uma grande diferença entre igreja e Israel. Os 144.000 são judeus, que serão selados por Deus na Grande Tribulação . Por ser 144.000, isto quer dizer que serão limitados. 144.000 trata de um número perfeito e completo, doze mil de cada tribo de Israel.

 Em segundo lugar a Igreja do Deus vivo é composta de pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas, e a igreja não é contável, mas sim inumerável.

Em terceiro lugar a Palavra de Deus não faz discriminação entre os salvos. Jo 14.1-3;

1        Co 15.51,52, Ap 3.21. Todo este transtorno eles torcem Ap 7.1-8.

ESCATOLOGIA : Os Russelistas ensinam que Jesus Cristo veio no ano de 1878, porém de uma maneira invisível ou seja espiritual. Eles afirmam que o milênio começou em 1914 e que em 1918 Cristo veio para o templo espiritual como mensageiro de Jeová e começou a purifica-los. Isso marcou o início do período de julgamento e inspeção de seus seguidores gerados em espírito. Houve também em 1918, uma ressurreição, porém espiritual, os santos ressuscitaram com corpos espirituais, e estão com Jesus no templo espiritual.

REFUTAÇÃO:  As tabelas escatológicas russelistas são inteiramente inaceitáveis, completamente destituídas do apoio Bíblico. Iremos dar agora, a tabela escatológica da Bíblia. Os eventos finais devem obedecer a seguinte ordem:

1) O arrebatamento da Igreja 1 Co 15.51,52; 1 Ts 4.16,17. a) Ressurreição dos mortos – b) Transformação dos vivos.

2) Tribunal de Cristo para os santos arrebatados, isto será realizado nas Mansões Celestiais: O objetivo do Tribunal visa galardoar os salvos. Rm 14.10 e 11.

3) Bodas do Cordeiro, isto também será realizado nas Mansões Celestiais. Ap 19.9.

4) Manifestação de Cristo em Glória com os seus santos e anjos. Ap 1.7; Mt 25.31;

5) No intervalo do arrebatamento da igreja e a manifestação de Cristo em glória, estará ocorrendo, na terra, a Grande Tribulação. A Grande Tribulação é o período de 7 anos, em que o mundo estará passando pela mais terrível catástrofe de todos os tempos, como não houve e nem tão pouco haverá. Mt 24.21.

6) No final da Grande Tribulação ocorrerá a Batalha do Armagedom.

7) Julgamento das nações. Mt 25.31-46.

8) Prisão de Satanás por mil anos. Ap 20.2.

9) Inauguração do reino Milenar de Cristo na terra. Ap 20.4

10) Satanás será solto por um breve espaço de tempo, mas logo será preso para todo o sempre. Ap 20.7-l0.

11) Juízo do Grande Trono Branco. Ap 20.11-15.

12) Estabelecimento do Novo céu e Nova Terra. Introdução do Estado Eterno. Ap 21.1-8.

DOUTRINA SOBRE A ALMA HUMANA: Ensinam os Testemunhas de Jeová que o homem não possui alma, mas sim que ele é alma. Afirmam também que o homem em nada difere do animal, pois quando o homem morre a sua alma não vai para lugar nenhum, pois já não existe após a morte. Essa doutrina é essencialmente materialista, pois não crê na imortalidade da alma, e sim afirmando que o homem é pura matéria.

Proíbem a transfusão de sangue, alegando que a alma do homem está no sangue, e sendo assim não podemos passá-la a outra pessoa, pois desobedecemos ao mandamento de amar a Deus com toda a alma.

REFUTAÇÃO: A Bíblia afirma que tanto a alma, como o espírito do homem são incorruptíveis e imortais. O homem é um ser composto. Apesar de ser uni, ele é composto por três unidades: corpo, alma e espírito. Habitando a carne humana existe o espírito dado por Deus em forma individual. Nm 16.22; 27.16. O espírito foi formado pelo Criador na parte interna da natureza do homem, o qual é capaz de renovação e desenvolvimento. SI 51.10. Esse espírito é o centro e a expressão por meio do corpo.

A palavra “alma” vem da hebraica ‘‘nephesh” e da grega “psyche”, e tem nas Sagradas Escrituras cinco significados:

1)      Alma como sangue – Dt 12.23; Lv 17.14.

2)       Alma como pessoa – Gn. 46.22,27.

3)       Alma como vida – Lv 22.3.

4)       Alma como coração – Dt 2.30.

5)       Alma como centro da vida moral do homem, ou seja alma como substância imaterial, espiritual e eterna. Hb 4.12; 1 Ts 4.23; Mt 10.28; At 20.10.

Afirmar que a alma é o sangue, é insustentável, pelo fato, de que todos nós podemos dispensar uma parte de nosso sangue por algum tempo, sem prejudicar nossa vida física.

Um homem que perdeu uma perna não tem com isso menos alma e nem perdeu parte de sua vida. Para provar sobre a imortalidade da alma, usaremos um argumento filosófico, da seguinte maneira: A alma, pelo fato de ser espiritual, não tem em si absolutamente nada de matéria. Nada tendo de matéria, deve necessariamente, ser um “Ser” simples, isto é, não composta de partes. Ora, a mortalidade consiste justamente na dissolução e corrupção das partes. Por isso, a alma, por ser espiritual e não matéria, é simples: sendo simples não tem partes; não tendo partes, não pode desmanchar-se ou corromper-se. Por outras palavras, a alma é imortal.

Conclusão: Os Testemunhas de Jeová são uma religião não Cristocêntrica, maligna, diabólica e anti-bíblica. Não existe um único Testemunha de Jeová que não precise de Jesus, eles estão em trevas e necessitam de um Salvador.

As doutrinas dos Russelistas sobre Deus, Jesus e o Espírito Santo provam que eles não são de Deus, antes são espírito de Anticristo, do qual a Bíblia diz que surgiriam no final dos tempos. 1 Jo 4.3.

MORMONS:

Introdução: Embora os Mórmons sejam um povo aparentemente simpático e tenham um programa de beneficência social igual aos melhores do mundo, o mormonismo é uma das piores seitas falsas de que se tem conhecimento. São verdadeiros lobos vestidos de cordeiros. Os missionários dos Mórmons são bem treinados em seus métodos, e quem é crente só de nome é presa fácil para seus argumentos. Entretanto, uma pessoa que realmente nasceu de novo não cairá em suas presas doutrinárias, porque sua regra de fé e prática é a Bíblia sagrada. 

Breve Histórico do Mormonismo: O “profeta” dos Mórmons, Joseph Smith Júnior, nasceu em 23 de dezembro de l805 em Sharon, Estado de Vermont. Foi criado na pobreza e superstição. Em 1820, aos quinze anos, já residentes em Palmira, estado de Nova Iorque, participou de um grande movimento evangelístico na região, e ao orar num bosque (segundo ele), perguntando a Deus qual Igreja devia pertencer, apareceram-lhe dois anjos resplandecentes e lhe disseram que todas as igrejas estavam desviadas; e que ele não se unisse a nenhuma. O evangelho de Cristo em breve seria restaurado. Veja Gl 1.8,9.

A Segunda visão de Smith: Segundo o relato do próprio Smith, apareceu-lhe o “anjo” Moroni, que, segundo fez crer, havia vivido naquela mesma região há uns 1400 anos. Ainda conforme o relato de Smith, Mórmon, o pai de Moroni, um profeta, havia gravado a história do seu povo em placas de ouro. Quando estavam a ponto de serem exterminados por seus inimigos, Moroni teria essas placas ao pé de um monte próximo do local onde hoje é Palmira. Nessa visão, Moroni teria indicado a Joseph Smith o lugar onde as placas teriam sido escondidas, e lhe emprestou umas pedras especiais, um certo tipo de lentes, chamadas, “Urim e Tumim”, com as quais Joseph Smith poderia decifrar e traduzir os dizeres dessas placas.

Fundação da Igreja Mórmon: Joseph Smith encontrou quem o aceitasse como profeta e fundou uma Igreja com seis membros. Esta, no conceito dele era a única igreja verdadeira. Somente nela se conseguiria a salvação da alma.

Os crentes deviam edificar uma teocracia, isto é, teriam seu próprio governo civil sob a direção. Smith, o profeta, seria o presidente. Teria a ajuda de doze apóstolos. Os que não recebiam a mensagem eram chamados de “gentios”. Uma série de “revelações” de Joseph Smith foi desenvolvendo a doutrina da Igreja e transformado-a em um politeísmo, conf. Doutrinas e Convênios.(Livro da seita).

Perseguição à Igreja Mórmon e seus Motivos: Devido à doutrina da poligamia, Smith e seus seguidores sofreram várias perseguições, razão pela qual eram levados a peregrinar de um a outro ponto da América, procurando onde estabelecer uma colônia e fundar o reino de Deus. Encontraram acolhida em ILLIONOIS, onde erigiram a cidade de Nauvoo. Aí acusado de grosseira imoralidade falsificação, Smith foi preso, e uma turba enfurecida invadiu a cadeia e, a tiros, matou Smith e a seu irmão Hyrum. Veja (2 Co 4.4).

As doutrinas do Mormonismo: Primeiramente é bom destacar que o Mormonismo não é um grupo doutrinário que esteja dentro do corpo cristão. Esta igreja prega um Deus diferente, um Jesus diferente, e um céu e inferno diferente. Ela ataca a integridade da Bíblia, e proclama um outro evangelho. Suas doutrinas “eternas” ou “evangelho” e plano de salvação são dirigidos pelo deus desta terra através de um profeta, “vidente e revelador” onde os membros devem demonstrar obediência total, se quiserem ganhar a vida eterna.

Refutação: O árbitro maior da fé cristã é, não a teologia seca e morta, nem as alegadas “visões” de homens, sejam, eles quem forem, mas a Bíblia sagrada. E é à luz dos seus ensinos que as crenças do mormonismo são refutadas. A regra de fé e prática do cristianismo sempre foi a Bíblia sagrada.

Doutrina Sobre a Bíblia: Os Mórmons dizem crer na Bíblia até onde ela se haja conservado com a tradução correta. Afirmam que a “Igreja apóstata” tem corrompido gravemente, tirando muitas partes e acrescentando outras. Publicaram sua própria versão da Bíblia. A confrontação da Bíblia atual com manuscritos antigos faz ver que Deus admiravelmente tem conservado sua Palavra livre de tais alterações e corrupções. Os Mórmons dizem também que os profetas vivos valem mais que todas as Bíblias. Veja Ap 22.18,19; Pv 30.5,6.

Refutação: A Bíblia sagrada fala de si mesma como:

O Livro dos séculos (Sl 119.89; 1 Pe 1.25); Divinamente inspirada (Jr 36.2; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21); poderosa em sua influência (Jr 5.14; Rm 1.16; Ef 6.17; Hb 4.12). Absolutamente digna de confiança ( 1 Rs 8. 56; Mt 5.18; Lc 21.33); pura (Sl 19.8; verdadeira (Sl 119.142) etc.

Doutrina sobre Deus: O Mormonismo ensina que há muitos deuses. Os livros sagrados desta Igreja se contradizem com respeito a esta doutrina. No princípio ensinavam que havia um só Deus, seguindo a doutrina unitária que se encontra no livro de Mórmon, e na tradução que Joseph Smith fez da Bíblia. Mais tarde a igreja ensinava que havia três deuses, negando a unidade do Pai, do Filho e do Espírito. Depois seus ensinos se converteram num politeísmo radical no qual todos os fiéis chegam a ser deuses. Contra o politeísmo veja Ex 20.1-3; Dt 6.4;4.33,34,35,39; 1 Rs 8.60; Is 45.5,6,12,21,11; Joel 2.27 etc.

Refutação: Sobre Deus: Deus e Adão são pessoas distintas. Deus é o criador(Gn 1.26), enquanto que Adão é criatura de Deus( Gn 1.27). Deus não é homem (Nm 23.19). Deus é Espírito (Jo 4.24) etc.

Doutrina Sobre Jesus Cristo: Dizem que Jesus Cristo foi o Filho de Deus-Adão e Maria. Não foi gerado pelo Espírito Santo, mas por geração natural. Chegam ao absurdo de dizer que Jesus teve várias esposas, entre elas Marta e Maria, as irmãs de Lázaro, e Maria Madalena. Foi desta maneira que pôde “ver sua linhagem” antes de sua crucificação. As bodas de Caná, segundo eles, eram do próprio Jesus e que Joseph Smith foi um de seus descendentes, a linhagem prometida. Para quem conhece a Bíblia não terá dificuldades para refutar esses absurdos heréticos. Veja Mt 1.18-23; Lc 1.26-35. Em relação às bodas de Caná,  ler o texto para constatar que Jesus foi apenas convidado para o casamento.

Refutação: Jesus Cristo foi gerado por obra e graça do Espírito Santo ( Lc 1.35). Dizer que Jesus era casado, e que as Bodas de Caná da Galiléia foi a festa do seu próprio casamento, demonstra ignorância quanto à exegese de João 2.2. Muito mais que isto, constitui-se num abominável ultraje à pessoa do Salvador Jesus Cristo.

Doutrinas sobre o pecado e a salvação: Ensinam que Adão teve de desobedecer a um dos mandamentos de Jeová para poder cumprir outro mais importante, o de povoar a terra. Pela desobediência de Eva ela foi condenada à mortalidade. Para poder retê-la como esposa e povoar a terra, ele também teria de fazer-se mortal. Sabiamente desobedeceu também para que a raça humana pudesse nascer.

Refutação: A bíblia não atribui nenhuma sabedoria à escolha de Adão, mas contrário,ele desobedeceu e consciente. Conf. 1 Tm 2:14; Rm 5.12-19.

A Expiação: O Mormonismo ensina que Jesus Cristo expiou somente o pecado de seu Pai, Deus-Adão, Isto fez possível a libertação da humanidade dos efeitos da queda, porém não era para remir o homem dos pecados individuais.

Refutação: Se a pessoa negar a divindade de Cristo, nega também, logicamente, a doutrina cristã da expiação. A Bíblia ensina que Jesus Cristo levou o nosso pecado, e não somente os de Adão (1 Jo 2.2; 3.5; 4.10; Is 53.4-6,12;Jo 1.29;1 Co 15.3; Gl 1.4;Hb 1.3;1 Pe 2.24).

Batismo pelos mortos: Ensinam que aqueles que morrem sem ter sido batizados na Igreja dos Mórmons, terão oportunidade de ouvir a pregação da verdade no mundo dos espíritos, Muitos crerão, mas não terão ali oportunidade de se batizar para serem salvos. Portanto, os fiéis que ainda vivem, devem batizar-se em lugar de cada defunto cuja conversão deseja. Para essa doutrina citam 1 Pe 3.18-20 e 1 Co 15.29.

Refutação: As Escrituras ensinam que hoje é o dia da salvação e que não há outra oportunidade depois da morte. Veja 2 Co 6.2; Hb 927; Mc 16.15,16 etc.

A Teocracia: Os Mórmons ensinam que o sacerdócio de sua Igreja é o governo de Deus na terra. Os que rejeitam serão condenados.

Refutação: Já vimos que a salvação depende da fé em Cristo, não de ser membro de uma Igreja (At 16.31; Ef 2.8). Os cristãos através dos séculos têm chegado a ser membros do reino de Deus, ao receberem o Rei em seus corações e fazê-lo Senhor de sua vida (Rm 14.17).

O que a Bíblia diz sobre: Batismo pelos mortos, Matrimônio e o Castigo eterno: Não há nenhuma referência na Bíblia, nem na história eclesiástica quanto ao batismo pelos mortos como uma prática da Igreja. Pelo contrário, em 1 Co 15.29,30 Paulo faz uma represália.

Matrimônio: Segundo a Bíblia, os ressuscitados serão como os anjos, não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30).

Sobre o castigo eterno: Ver 1 Jo 2.17; Mt 25.46; Jo 6 51 etc. Ap 2.15.

KADERCISMO E ESPIRITISMO:

HISTÓRICO: O espiritismo moderno surgiu em Hydesville, nos Estados Unidos, com as irmãs Margaret e Kate Fox. As duas eram ainda crianças quando, em 31 de março de 1848, aconteceram as primeira manifestações espíritas. Ruídos de pancadas foram ouvidos na casa da família Fox. Depois, móveis passaram a mover de uma parte para a outra. Kate e Margaret criaram um sistema de comunicação com o suposto espírito. As notícias do fenômeno se espalharam e sessões espíritas começaram a ser realizadas por toda a parte, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

O espiritismo tem em Alan Kardec a sua principal estrela. Seu verdadeiro nome é Hippolyte Léon Denizard Rivail. Nasceu em Lyon, na França, em 3 de outubro de 1804. Anos depois, mudou-se para Yverdun, na Suíça, onde estudou com Pestalozzi. Kardec formou-se em letras e ciências e doutorou-se em medicina. Em 25 de março de 1856, numa sessão, Kardec recebeu, através de uma médium, a informação de que dali por diante, um espírito denominado “A Verdade”, seria o seu guia espiritual. Em 18 de abril de 1857, publica O Livro dos Espíritos, uma obra contendo mais de mil (1.019) respostas às perguntas feitas aos espíritos. Outras obras foram publicadas depois: O Evangelho Segundo o Espiritismo, A Gênese, O Céu e o Inferno, O Livro dos Médiuns, O Que é o Espiritismo e Obras Póstumas. Kardec faleceu no dia 31 de março de 1869, em Paris, aos 65 anos de idade, vítima de aneurisma cerebral. Na França de hoje, não há mais de mil adeptos do espiritismo.

O ESPIRITISMO NO BRASIL: No Brasil, o espiritismo tem várias facetas, tais como a Legião da Boa Vontade (LBV), a Cultura Racional (que publica o livro Universo em Desencanto), o Racionalismo Cristão, o Círculo Esotérico da Comunhão do Pensamento e o espiritualismo relacionado à umbanda, ao candomblé, à quimbanda e à macumba, cujas raízes religiosas vieram diretamente da África, misturando-se com as crenças indígenas.

Atualmente, o espiritismo kardecista conta com cerca de 6,9 milhões de adeptos e existem em torno de 5,500 centros espalhados por todo Brasil. Observe estes números: “Em apenas dez anos, o número de adeptos do espiritismo, doutrina que se define como religião, filosofia e ciência, saltou de 1 milhão para 6,9 milhões de pessoas. Somados os que não freqüentam regularmente seus centros, mas aceitam os seus princípios, baseados na reencarnação, na possibilidade de comunicação com os mortos e na caridade, os espíritas brasileiros chegariam a 20 milhões de pessoas, que compram 2.8 milhões de livros sobre a doutrina a cada ano” (Veja, 10/04/91, p. 40). O nome mais conhecido no kardecismo brasileiro é o de Chico Xavier, natural de Uberaba, Minas Gerais. É dito que Chico Xavier já incorporou cerca de 605 autores falecidos, 328 dos quais poetas. (Ibidem, p. 42).

O espiritismo cresce no Brasil pelos seguintes motivos:

  1. O misticismo do povo brasileiro.
  2. A falha do catolicismo romano em atender aos anseios espirituais de seus membros.
  3.  A fachada cristã do espiritismo.
  4. Aspecto consolador do espiritismo.

PRINCIPAIS POSIÇÕES DOUTRINÁRIAS DO ESPIRITISMO

a)       Confundindo o Espírito Santo:O Espiritismo pretende ser a terceira revelação de Deus à humanidade. A primeira revelação teria vindo através de Moisés, a segunda através de Jesus e a terceira, através do espiritismo. Observe esta declaração de Kardec: “Reconhece-se que o Espiritismo realiza todas as promessa do Cristo a respeito do Consolador anunciado. Ora, como é o Espírito da Verdade que preside ao grande movimento da regeneração, a promessa da sua vinda se acha por essa forma cumprida, porque, de fato, é ele o verdadeiro Consolador.” (A Gênese, 34).

Resposta Bíblica: O Espírito Santo é o “outro” (ekeinos – pronome demonstrativo masculino no grego) Consolador (João 14.16, 26), sendo assim a terceira pessoa da Trindade. Jesus é o Advogado (1ª João 2.1). A palavra Paráclito é traduzida por Consolador, Advogado, Amparador. O Espírito Santo possui atributos pessoais: sentimento (Efésios 4.30), vontade própria (1ª Coríntios 12.11) e inteligência (João 14.26).

b)      Comunicação com os mortos: O próprio Kardec reconheceu ser impossível a identificação dos espíritos que falam pelo médium, ao declarar: 

    “A identidade constitui uma das grandes dificuldades do espiritismo prático. 

 É impossível, com freqüência, esclarecê-la, especialmente quando são Espíritos superiores antigos em relação a nossa época. Entre aqueles que se manifestam, muitos não tem nome conhecido para nós, e a fim de fixar nossa atenção, podem assumir o de um Espírito conhecido, que pertence a mesma categoria. Assim, se um espírito se comunica com o nome de São Pedro, por exemplo, não há nada mais que prove que seja exatamente o apóstolo desse nome. Pode ser um Espírito do mesmo nível, por ele enviado” (O Que é o Espiritismo, p. 318; O Livro dos Espíritos, p. 318).

Resposta bíblica:

a) Deus proíbe tal forma de comunicação: Êx. 22.18; Levítico 19.31; Deuteronômio 18.11-13; Isaías 8.19.
b) O Episódio de Saul e a Pitonisa de Endor (1º Samuel 28.13, 14). Observe as razões que admitem fraudes nesta manifestação demoníaca:
 Saul perdera a graça de Deus (1º Samuel 28.6) e isso por desobediência (1º Samuel 15.23).Pela vontade de Deus, Saul havia desterrado os necromantes (1º Samuel 28.3).

Deus não respondia mais a Saul (1º Samuel 28.6), nem por Urim (revelação sacerdotal, nem por sonhos (revelação pessoal) e nem por profetas (revelação inspiracional.
Não se pode conceber que Deus tivesse proibido tal forma de comunicação e ao mesmo tempo a permitisse (Malaquias 3.6 e Tiago 1.17).
A conseqüência do passo de Saul (1º Crônicas 10.13).
A falsa profecia do suposto Samuel: não morreram todos os filhos de Saul (1º Samuel 28.19). Ficaram vivos pelo menos três filhos: Isbosete (2º Samuel 2.8-10), Armoni e Mefibosete (2º Samuel 21.8). Compare isso com 1º Samuel 3.19.
c) Os perigos da comunicação com os mortos

            c)  A reencarnação:

a) O lema de Kardec: “Nascer, morrer, renascer e progredir sempre; esta é a lei” (Epitáfio no túmulo de Allan Kardec).
b) Definição: A crença de que a alma se transfere de uma existência física para a outra, até que, depois de muitas vezes ter vivido aqui na terra, a alma é liberada da existência terrena e absorvida pelo Absoluto.
· Pluralidade de existências: Kardec declarou: “…é só depois de várias encarnações ou depurações sucessivas, num tempo mais ou menos longo, e segundo seus esforços, que eles atingem o objetivo para o qual tendem” (O Livro dos Espíritos, cap. IV, p. 196). 
· Expiação e progresso contínuo até a perfeição. O objetivo da reencarnação é, pois, “expiação, aprimoramento progressivo da humanidade” (Ibidem, cap. IV, p. 167).
· Alcance do objetivo final pelo esforço próprio. O alvo de cada existência é que o espírito procure expiar as faltas cometidas anteriormente. “Toda falta cometida, todo mal realizado, é uma dívida contraída que deverá ser paga; se não o for em uma existência sê-lo-á na seguinte ou seguintes” (Kardec, O Céu e o Inferno, cap. 7,9).
· Libertação final do corpo: porque cada nova existência será “feliz ou infeliz segundo o que tiverem feito neste mundo, e podem, a partir desta vida, se elevarem tão alto que não temerão mais a queda no lodaçal” (Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, 1984, 22 edição, p.20). Essa idéia foi emprestada do hinduísmo, onde o espírito deve progredir até escapar do sansara, o ciclo ou roda de reencarnações.

              d) Textos bíblicos usados pelos espíritas: A possibilidade de João Batista ser Elias (Mateus 11.14). João Batista foi um profeta de ministério semelhante, não o próprio Elias. Houve apenas uma identidade de ministério. Se Elias não morreu (2º Reis 2.11), não poderia reencarnar. João negou ser Elias (João 1.21).
· O verbo ser nem sempre pode ser interpretado literalmente na Bíblia: Mateus 12.46-50; 26.26.
· O diálogo de Jesus com Nicodemos (João 3.3, 5) – nascer de novo significa ser regenerado (1ª Pedro 1.23; Tiago 1.18; João 16.7-9).
· Purificação de pecados apenas através do sangue de Jesus (1ª João 1.7; Apocalipse 1.5).
· Veja ainda 2º Samuel 12.22, 23; Salmo 78.39; Lucas 16.19-31 e Hebreus 9.27.
· A Bíblia fala de ressurreição (a volta no mesmo corpo) e não de reencarnação.

 Salvação pelas obras:

a) Declaração de Allan Kardec: “Fora da caridade não há salvação” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, p. 631).
b) Declaração de Léon Denis: “Não; a missão do Cristo não era resgatar com o seu sangue os crimes da humanidade. O sangue, mesmo de um Deus, não seria capaz de resgatar ninguém. Cada qual deve resgatar-se a si mesmo, resgatar-se da ignorância e do mal. Nada de exterior a nós poderia fazê-lo. É o que os espíritos, aos milhares, afirmam em todos os pontos do mundo” (Cristianismo e Espiritismo, p. 98).

Resposta bíblica: Isaías 64.6; Efésios 2.8,9; Tiago 3.5. Somos salvos para as boas obras e não pelas boas obras (Efésios 2.8-10). Repetindo: purificação de pecados só é possível através do sangue de Jesus (1ª João 1.7; Apocalipse 1.5).

CATOLICISMO ROMANO:

INTRODUÇÃO: Origem — para que entendamos melhor a origem da Igreja Católica Romana, convém fazermos algumas observações bastante úteis e esclarecedoras acerca desta igreja.

Do ano 33 ao ano 54 d.C., os seguidores de Jesus eram chamados de “os seguidores do caminho” (At 9,2).

Do ano 54 ao ano 170 d.C. os seguidores de Jesus passaram a ser chamados de “Cristãos” (At 11,26). Essa época a igreja não tinha divisão e possuía somente uma doutrina, a dos Apóstolos.

No ano 170 d.C., Santo Inácio de Antioquia, passou a referir-se a Igreja Cristã também como Igreja Católica, ou seja, Universal. Ao usar esse termo, dava-se entender que a igreja não ficaria restrita ao Império Romano, mas chegaria a todas as regiões do planeta.

Do ano 170 ao 313 d.C., a Igreja Católica não se envolvera com nenhum dos problemas comportamentais da sociedade da época, caracterizada pela corrupção em todas as suas áreas, principalmente a política.

Em 313 d.C.,Constantino passou á dominar todo o Império Romano, devido à queda do Império do Ocidente este Imperador demonstrou ser muito “simpático” ao cristianismo, porque além de colocar a Igreja Cristã numa posição privilegiada, passou a fazer ofertas valiosas ao cristianismo, construindo Igrejas, isentando-as dos impostos e até sustentando o sacerdote.

Esse contexto histórico marca o início do Catolicismo Romano, pois o cristianismo passa a ser a religião oficial do Império, trazendo como conseqüência desastrosa, a entrada no seio da Igreja de muitas pessoas não convertidas e pagãs.

Posições da Igreja Católica:

 A Bíblia:

Não aconselha o uso da Bíblia a todos os fiéis.

Ensina que sua leitura é perigosa aos incultos.

Ninguém pode interpretar a Bíblia de maneira contrária a interpretação Católica, ou sem a permissão dos padres.

Aceita como canônicos (inspirados), livros que não constam no Cânon Hebreu.

Venera e aceita como tendo autoridade igual a da Bíblia:
As tradições; Os escritores dos “Pais” da igreja;
Aos ensinos da própria Igreja Católica; Os ensinamentos infalíveis do Papa.

A Igreja:

Diz que é a única e verdadeira igreja e que fora dela não há salvação.

Diz que foi fundada sobre Pedro, a rocha.

Diz que é a única que tem os sinais da verdadeira igreja: que é Una, Católica, Apostólica e Romana.

 QUESTIONAMENTOS:

 Pedro é o fundamento da Igreja? A Igreja Católica Romana diz que Pedro é a pedra fundamental na qual Cristo edificou a sua Igreja, e para fundamentar esse ensino, apelam, principalmente para uma interpretação incorreta de Mt 16.16,19:

 “Respondendo Simão Pedro, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então, Jesus lhe afirmou: Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que tu revelaram, mas meu Pai, que está nos céus. Também eu te digo que és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus; o que desligares na terra terá sido desligado nos céus”.

Desta passagem, a Igreja Católica Romana concluí o seguinte:

a) Pedro é a rocha sobre a qual a Igreja está edificada.

b) Somente Pedro pode abrir a porta do Reino, por ter recebido o poder das chaves.

c) Pedro tornou-se o primeiro Bispo de Roma.

REFUTAÇÃO: Mesmo numa análise superficial das Escrituras conclui-se que:

a) Pedro jamais ocupou funções e posições no seio do Cristianismo nascente.

 b) De acordo com a Bíblia, Cristo é a pedra:

“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo Ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular”.(Ef 2.20) “Este Jesus é a pedra rejeitada por vós, os construtores, a qual se tornou a pedra angular”.(At 4.11).

Pedro foi o primeiro Papa? Tenha estado ou não em Roma, o fato é que se Pedro foi Papa, foi um papa bem diferente dos que já apareceram, se não vejamos:

 a) Pedro era financeiramente pobre.(At 3.6)

b) Pedro era casado.(Mt 8.14,15)

 c) Pedro foi um homem humilde.(At 10.25,26)

 d) Pedro foi um homem repreensível.(Gl 2.1 1,14)

 É admirável que Pedro, sendo o “Príncipe dos Apóstolos”, conforme o catolicismo romano afirma, quem era o pastor da comunidade cristã em Jerusalém era Tiago (At 15). Sendo assim, é lançada por terra a pretensão do catolicismo romano de Ter o apóstolo Pedro como seu primeiro Bispo.

CONFRONTOS DOUTRINÁRIOS:

Salvação através de boas obras: Para sermos salvos, a doutrina católica ensina que devemos continuamente praticar boas obras. “Contudo não se salva, embora esteja incorporado à Igreja, aquele que, não perseverando na caridade, permanece dentro da Igreja, com o corpo, mas não com o coração”. (catolicismo) 

 REFUTAÇÃO: “Por que pela graça sois salvos; mediante a fé; é isto não vêm de vós, é Dom de Deus; mão de obras, para que ninguém se glorie”. (Ef 2.9) Leia: Tt 3.5; Rm 3.28; CI 3.8-26; Cl 2.21, Mt 7.21,22.

O Batismo Salva: “O Senhor mesmo afirma que o batismo é necessário para a salvação” (catolicismo).

REFUTAÇÃO:“Por que não me enviou Cristo para batizar. Mas para pregar o evangelho.” (1 Co 1.17)

 “Arrependei-vos, por que está próximo o Reino dos Céus…” (Mt 3.2).

Seguindo eles caminho fora, chegando a certo lugar onde havia água, disse o Eunuco: eis aqui água, que impede que seja eu batizado? E disse Felipe: é lícito se crês de todo o coração. E, respondendo ele, disse: creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus”. (At 8.36,37).

O Batismo é uma confissão pública de fé em Cristo, por intermédio de atos e palavras, na qual o batizando mostra ter aceitado plenamente as verdades com respeito à encarnação, à morte e à ressurreição de Cristo.

No ato do batismo, o convertido mostra ter morrido para o mundo e renascido para Cristo, vivendo agora em novidade de vida.

Concluindo, o batismo em si não têm poder para salvar uma pessoa, mesmo por que não se batiza alguém para que ele seja salvo, e sim porque já é salvo.

Transubstanciação: O Concílio de Trento resume a fé católica ao declarar: ‘por ter Cristo, nosso Redentor, dito que aquilo que oferecia sob a espécie de pão era verdadeiramente o seu corpo’, sempre se teve na Igreja esta convicção, que o Santo Concílio declara novamente: pela consagração do pão e do vinho opera-se a mudança de toda a substância do pão na substância do corpo de Cristo, nosso Senhor, e de toda substância do vinho na substância do seu sangue; esta mudança, a Igreja Católica denominou-a com acerto e exatidão de Transubstanciação”. (catolicismo)

Esta doutrina, embora estranha à palavra de Deus, é defendida pelo catolicismo romano como sendo uma doutrina bíblica, usando para fundamentar tal ensino, as palavras de Jesus em João 6.53,54:  “Na verdade, na verdade vos digo que se: não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.

REFUTAÇÃO: Para melhor compreendermos, é necessário que leiamos todo o contexto no qual está inserida esta passagem, Jesus antes de fazer esta declaração disse: “Porque o pão de Deus é o que desce do céu e dá vida ao mundo. Então lhe disseram: Senhor, dá-nos sempre desse pão. Declarou-lhe, pois, Jesus: eu sou o Pão da Vida; o que vem a mim jamais terá fome e o que crê em mim jamais terá sede”. (Jo 6.33-35).

Concluímos então que a vida eterna é dada através da crença pessoal em Jesus Cristo, e que fora da união pessoal com o Salvador, não há salvação.

O Comer o Pão e o Beber o Vinho está dentro dos ensinamentos acerca da Santa Ceia do Senhor, sobre a qual, o próprio Jesus ensinou:  “E, tomando o pão, tendo dado graças, o partiu e lhe deu, dizendo: isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim”. (Lc 22.19).

Maria, nascida sem pecado:“Pela graça de Deus, Maria permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda a sua vida“. (catolicismo).

 “Desde o primeiro instante da sua concepção, foi totalmente preservada da mancha do pecado original e permaneceu pura de todo pecado pessoal ao longo de toda sua vida”. (catolicismo). Vale ressaltar que: o próprio catecismo não admite como bíblica esta doutrina, e sim, uma tradição da Igreja.

REFUTAÇÃO:“Pois todos pecaram e carecem da glória de Deus”. (Rm. 3.23)

“Não há um justo, nem sequer um”. (Rm 3.10).

Nestes versículos vemos comprovada a afirmação de que todos pecaram, até mesmo Maria. A Bíblia se refere somente a uma pessoa como aquele que nunca pecou, e este é: Jesus de Nazaré.

“Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”. (2 Co 5.21)

“Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado”. (Hb 4.15).

 Maria: Virgem perpétua: “Maria permaneceu virgem concebendo seu Filho, virgem ao dá-lo à luz, virgem ao carregá-lo, virgem ao alimentá-lo do seu seio, virgem sempre”. (catolicismo). REFUTAÇÃO:  Na sociedade em que vivia Maria, ter muitos filhos era um sinal que a mulher contava com o favor divino, ao passo que, não tê-los identificava a mulher como não sendo uma bem-aventurada ou agraciada por Deus.

Não existe razão para o catolicismo romano defender com tanto fervor esta doutrina que não encontra em nenhuma parte das escrituras, apoio, conforme veremos.

“Não é este o Filho do Carpinteiro? Não se chama sua mãe Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas?” (Mt 13.55).Veja também Mc 6.3 e Gl 1.19.

Maria: Fonte de Santidade:“Da Igreja aprende o exemplo de santidade; reconhece a sua figura e sua fonte em Maria, a virgem santíssima”. (catolicismo).

 REFUTAÇÃO:“Quem não temerá e glorificará o teu nome, ó Senhor? Por que só tu és Santo, por isso todas as nações virão a ti…” (Ap 15.4).

 “E chamavam uns para os outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos exércitos; toda terra está cheia da sua glória”. (Is 6.3). As palavras “santo” ou “santidade” são usadas mais de 600 vezes na Bíblia, mas nenhuma vez referindo-se a Maria.

 Segundo a orientação bíblica nos devemos ser santo, porque Deus é santo e não Maria como o catolicismo ensina. Confira em 1 Pe 1. 15,16 e Lc 11.44.

Maria: a intercessora:“Por isso, a bem aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de advogada, auxiliadora, protetora, medianeira.” (catolicismo).

 REFUTAÇÃO: Na Bíblia Sagrada esses títulos jamais foram atribuídos a Maria.
Vejamos cada um deles:

Advogada: “… se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo”. (1 Jo 2.1).

Auxiliadora: “Assim afirmamos confiantemente: o Senhor é o meu auxílio,não temerei; que me poderá fazer o homem?”. (Hb 13.6).

Protetora:  A Bíblia não chama pessoa alguma de “protetora”, inclusive Maria.
Mediadora: “Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. (1 Tm 2.5). “Por isso mesmo, ele (Cristo) é o mediador da nova aliança…” (Hb 9.15). Acerca do termo intercessão, a Bíblia fala de Jesus Cristo como o único intercessor, vejamos então:

“Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles”. (Hb 7.25). É Cristo Jesus quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”. (Rm 8.34).

 Vemos então que a Bíblia jamais atribui o título de intercessora a Maria, caracterizando este ensinamento como “doutrina de homens”.

O Purgatório: “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenham garantida a sua salvação eterna, passam após a morte, por uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrarem na alegria do céu. A Igreja denomina purgatório esta purificação final dos eleitos”. (catolicismo).

 A idéia de purgatório têm suas raízes no Budismo e em outros sistemas religiosos da antiguidade. Até a época do Papa Gregório I, porém o purgatório não tinha sido oficialmente reconhecido como parte integrante da doutrina romanista. O Catolicismo romano formulou a doutrina de fé relativa ao purgatório sobretudo no concilio de Florença e Trento. Vejamos agora o que o Pe. Vicente, autor do livro “Respostas da Bíblia às acusações dos Crentes contra a Igreja Católica”, fala acerca do purgatório: “É verdade que na Bíblia não se encontra a palavra ‘purgatório’, no entanto a Bíblia descreve situações, estados ou lugares que se identificam com a idéia de purgatório”.

REFUTAÇÃO: A doutrina do purgatório não só é uma fábula engenhosamente montada, como traz no seu bojo um conjunto de absurdos e blasfêmias. Cito como exemplo a atribuição do mesmo poder do Sangue de Jesus ao fogo desse inexistente “purgatório”.

Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus, seu filho, nos purifica de todo pecado”.(l Jo 1.7). “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. (Rm 8.1) ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar pelo sacrifício de si mesmo, o pecado”. (Hb 9.26).

Imagens: “As santas imagens, presentes em nossas Igrejas e em nossas casas, destinam-se a despertar e a alimentar a nossa fé no ministério de Cristo. Através do ícone de Cristo e de suas obras salvíficas, é a ele que adoramos. Através das santas imagens da Santa Mãe de Deus, dos Anjos e dos Santos, veneramos as pessoas nelas representadas”. (catolicismo).
Vejamos também o que diz o Pe. Vicente a respeito da “Veneração” de imagens: mesmo Deus, no livro de Êxodo, manda Moisés fazer dois querubins de ouro e colocá-los por cima da Arca da Aliança. Manda-lhe também, fazer uma serpente de bronze e colocá-la por cima duma arte, para curar os mordidos pelas serpentes venenosas (Nm 21.8,9). Seria uma grave blasfêmia desses ‘crentes’, considerar Deus como esclerosado, já que no lugar da Bíblia manda fazer o imagens, esquecido que no outro lugar o teria proibido”.

REFUTAÇÃO : Começo do século VII, Gregório, o grande (590-604), um dos Papas mais fortes, aprovou oficialmente o uso de imagens nas igrejas, mas institui que elas não fossem adoradas. Mas, durante os século VIII, ofereceram orações e elas foram rodeadas de uma atmosfera de ignorante superstição, de modo que até os mulçumanos zombavam dos cristãos, chamando-os de adoradores de ídolos, provando assim, que se Deus proíbe que o homem faça para si imagens, é que Deus sabe o perigo que esta prática representa à verdadeira fé; pela dificuldade que o homem tem de separar veneração de adoração

Observemos o que a Bíblia diz: “Não fareis para vós outros ídolos, nem vos levantareis imagem de escultura, nem coluna, nem poreis pedra com figuras da vossa terra, para vos inclinardes a elas: porque eu o Senhor vosso Deus”.(Lv 26.1).

“Guardai-vos, não vos esqueçais da aliança do Senhor, vosso Deus, feita convosco, e vos façais alguma imagem esculpida, semelhança de alguma coisa que o Senhor vosso Deus vos proibiu”. (Dt 4.23).

Acerca do argumento católico-romano, que vê nos querubins da arca e na serpente de bronze incentivo divino, para não só fazerem, mas adorarem imagens, afirmamos que qualquer aluno das nossas escolas bíblicas dominicais sabe que: os querubins eram ornamentos, e não objeto de adoração, bem como a serpente de bronze que no momento em que o povo começou a adorá-la, o bom rei Ezequias a destruiu. (Ver II Rs 19.4).

Comunidade Evangélica Vale de Bênção – São Paulo/SP

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