Ouça a rádio on-line.

História da Igreja (aula 25 a 27)

(Estudo sobre a História da Igreja Cristã)

Introdução

História da igreja é a historiografia que se dedica ao estudo específico da História da Igreja, entendida como história tanto das diversas instâncias eclesiásticas existentes no interior do cristianismo, quanto história dos cristãos considerados “leigos” pela teologia cristã. Isto é, a História da Igreja investiga tanto a história da Igreja Católica, quanto a da Igreja Ortodoxa e Igrejas Protestantes (além de outras Igrejas menores). Além disso, o entendimento do que significa “Igreja” vai além do aspecto meramente eclesiástico e clerical; abarcando também o estudo dos diversos contextos sócio-econômicos, políticos e culturais nos quais as diversas Igrejas estão inseridas em determinados contextos históricos. Aborda a edificação da igreja e a sua identidade.

Igreja Primitiva: A palavra igreja vem do grego ekklesiaque tem origem em kaleo (“chamo ou convosco”). Na literatura secular, ekklesia referia-se a uma assembléia de pessoas, mas no Novo Testamento (NT) a palavra tem sentido mais especializado. A literatura secular podia usar a apalavra ekklesia para denotar um levante, um comício, uma orgia ou uma reunião para qualquer outra finalidade. Mas o NT emprega ekklesia com referência à reunião de crentes cristãos para adorar a Cristo.
Que é a igreja? Que pessoas constituem esta “reunião”? Que é que Paulo pretende dizer quando chama a igreja de “corpo de Cristo”?
Para responder plenamente a essas perguntas, precisamos entender o contexto social e histórico da igreja do NT. A igreja  primitiva surgiu no cruzamento das culturas hebraicas e helenística. 

Fundação da Igreja Primitiva

Quarenta dias depois de sua ressurreição, Jesus deu instruções finais aos discípulos e ascendeu ao céu (At 1.1-11). Os discípulos voltaram a Jerusalém e se recolheram durante alguns dias para jejum e oração, aguardando o ES, o qual Jesus disse que viria. Cerca de 120 pessoas seguidores de Jesus aguardavam.
Cinqüenta dias após a Páscoa, no dia de Pentecoste, um som como um vento impetuoso encheu a casa onde o grupo se reunia. Línguas de fogo pousaram sobre cada um deles e começaram a falar em línguas diferente da sua conforme o Espírito Santo os capacitava. Os visitantes estrangeiros ficaram surpresos ao ouvir os discípulo falando em suas próprias línguas. Alguns zombaram, dizendo que deviam estar embriagados (At 2.13).
Mas Pedro fez calar a multidão e explicou que estavam dando testemunho do derramamento do Espírito Santo predito pelos profetas do Antigo Testamento (AT) (At 2.16-21; Jl 2.28-32). Alguns dos observadores estrangeiros perguntaram o que deviam fazer para receber o Espírito Santo. Pedro disse: ” Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo ” (At 2.38). Cerca de 3 mil pessoas aceitaram a Cristo como seu Salvador naquele dia (Atos 2.41).

Durante alguns anos Jerusalém foi o centro da igreja. Muitos judeus acreditavam que os seguidores de Jesus eram apenas outra seita do judaísmo. Suspeitavam que os cristãos estavam tentando começar um nova “religião de mistério” em torno  de Jesus de Nazaré.
É verdade que muitos dos cristãos primitivos continuaram a cultuar no templo (At 3.1) e alguns insistiam em que os convertidos gentios deviam ser circuncidados (At 15). Mas os dirigentes judeus logo perceberam que os cristãos eram mais do que uma seita. Jesus havia dito aos judeus que Deus faria uma Nova Aliança com aqueles que lhe fossem fiéis (Mt 16.18);  ele havia selado esta aliança com seu próprio sangue (Lc 22.20). De modo que os cristãos primitivos proclamavam com ousadia haverem herdados os privilégios  que Israel conhecera outrora. Não eram simplesmente uma parte de Israel – eram o novo Israel (Ap 3.12; 21.2; Mt 26.28; Hb 8.8; 9.15). “Os líderes judeus tinham um medo de arrepiar, porque este novo e estranho ensino não era um judaísmo estreito, mas fundia o privilégio de Israel na alta revelação de um só Pai de todos os homens.” (Henry Melvill Gwatkin, Early Church History,  pag 18).

Datas e Dogmas da Igreja Católica:

304 d.C – Os bispos começaram a serem chamados de Papa

310 d.C – Iniciam as rezas pelos mortos

320 d.C – Começam a usar velas nas Igrejas pela primeira vez

325 d.C – Constantino celebra o 1° Concílio das  Igrejas. Maria é proclamada “Mãe de Deus” no Concílio de Nicéia

381 d.C – A igreja de Cristo recebe o nome de católica

394 d.C – O culto cristão é substituído pela missa

416 d.C – Começaram a batizar as crianças recém-nascidas

431 d.C – Instituído o culto a Maria, mãe de Jesus

 503 d.C – O purgatório começa a existir

787 d.C – Começam o  culto às Imagens

830 d.C – Começam a usar ramos e água benta

933 d.C – Instituída a canonização de “Santos”

1184 d.C – A Inquisição. Efetivada anos depois.

1190 d.C – Instituem a venda de indulgência

1200 d.C – A hóstia substitui a ceia

1215 d.C – Decretam a transubstanciação

Transubstanciação é a conjunção de duas palavras latinas: trans (além) e substantia (substância), e significa a mudança da substância do pão e do vinho na substância do corpo e sangue de Jesus Cristo no ato da consagração. É adotada pelas Igrejas Católica, Ortodoxa e Anglicana.

A crença da transubstanciação se opõe à da consubstanciação, que prega que o pão e o vinho se mantêm inalterados, ou seja, continuam sendo pão e vinho.

1216 d.C – É instituída a Confissão

1546 d.C – Os livros apócrifos são introduzidos na Bíblia.

Considerados Apócrifos pelo Protestantismo

1) Primeiro Livro de Macabeus ou I Macabeus

2) Segundo Livro de Macabeus ou II Macabeus

3) Judite

4) Baruc

5) Eclesiástico ou Sirácide ou Ben Sirá

6) Livro de Tobias

7) Livro da Sabedoria

* adições em Ester

* adições em Daniel (ou nomeadamente os episódios da Casta Susana e de Bel e o dragão)

1854 d.C – Dogmas da imaculada Conceição

Imaculada Conceição é segundo o dogma católico, a concepção da Virgem Maria sem mancha (“mácula” em latim) do pecado original. O dogma diz que, desde o primeiro instante de sua existência, a Virgem Maria foi preservada por Deus, da falta de graça santificante que aflige a humanidade, porque ela estava cheia de graça divina. Também professa que a Virgem Maria viveu uma vida completamente livre de pecado

1870 d.C – A infalibilidade papal

1950                      – Assunção de Maria

Síntese Histórica do Protestantismo no Brasil: O Protestantismo no Brasil: O protestantismo chegou ao Brasil pela primeira vez com viajantes e nas tentativas de colonização do Brasil por huguenotes (nome dado aos reformados franceses), reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes. Uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu, em 1557, numa das ilhas da Baía de Guanabara, fundando a França Antártica. No mesmo ano, esses calvinistas franceses realizaram o primeiro culto protestante no Brasil. Mas, pela predominância católica, foram obrigados a defender sua fé ante as autoridades, elaborando a Confissão de Fé de Guanabara, assinando, com isso, sua sentença de morte, pondo um fim no movimento.

Com a vinda da família real portuguesa ao Brasil e abertura dos portos a nações amigas, através do Tratado de Comércio e Navegação comerciantes ingleses estabeleceram a Igreja Anglicana no país, em 1810. Seguiram a implantação de igrejas de imigração: alemães trouxeram o luteranismo em 1824.

Em 1855, Robert Reid Kalley, missionário autônomo escocês, fundou igrejas Congregacionais constituindo primeiro trabalho Protestante permanente em terras brasileiras. Mais tarde, em 1859, a igreja Presbiteriana foi fundada por Ashbel Green Simonton no Rio de Janeiro. Apesar de uma inicial desavença entre Kalley e Simonton, logo os dois passaram a cooperar. Quando Kalley precisou partir do Brasil, providenciou a formação de pastores brasileiros em um Seminário da Inglaterra (a Escola de Pastores do Rev. Charles Spurgeon) e, providenciou também que outro missionário independente, o batista Salomão Ginsburg, fosse enviado para cá.

Robert Reid Kalley: Em 1855, Robert Reid Kalley, missionário autônomo escocês, fundou igrejas Congregacionais constituindo primeiro trabalho Protestante permanente em terras brasileiras.

O Protestantismo no Brasil: Em 1871, o primeiro grupo batista se estabeleceu  em Santa Bárbara d’Oeste, no Estado de São  Paulo, trazida por missionários americanos. Em 1907 fundava-se a Convenção Batista Brasileira.

Em 1910, o Brasil receberia o pentecostalismo, com a chegada da Congregação Cristã no Brasil e da Assembléia de Deus. Esta, em particular, foi trazida ao Brasil por dois missionários suecos, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e estabeleceu-se inicialmente no norte, no Pará. Em 1922, chega ao país o Exército de Salvação, igreja reformada de origem inglesa, pelas mãos de David Miche e esposa, um casal de missionários suíços.

Em 1932, alguns ministros da Assembléia de Deus devolveram voluntariamente suas credenciais de obreiros e organizaram Igreja de Cristo no Brasil em Mossoró.

Nos anos 1950 surge uma nova onda do pentecostalismo, com a influência de movimentos de cura divina e expulsão de demônios que geraram diferentes denominações, tais como: Igreja Pentecostal O Brasil para Cristo, fundada pelo já falecido missionário Manoel de Mello. Em 1962 surge a Igreja Pentecostal Deus é Amor, fundada pelo missionário David Miranda.

Também nesta época várias igrejas protestantes que eram tradicionais adicionaram o fervor pentecostal, como exemplos, a Igreja Presbiteriana Renovada, a Igreja Cristã Maranata, a Convenção Batista Nacional e a Igreja do Evangelho Quadrangular, que chegou ao Brasil trazida pelos missionários Harold Edwin Williams e Jesus Hermírio Vaquez, que se instalaram inicialmente na cidade mineira de Poços de Caldas. A Igreja Cristã Maranata foi fundada em Outubro de 1968 no morro do Jaburuna em Vila Velha, Espírito Santo por quatro antigos membros da Igreja Presbiteriana do Centro de Vila Velha.

A década de 1970 viu nascer o movimento neopentecostal, com igrejas que enfatizam a prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por Edir Macedo, em 1977; a Igreja Internacional da Graça de Deus, fundada por Romildo Ribeiro Soares, entre muitas outras. É também nessa década que mesmo a Igreja Católica no Brasil começa a sofrer influência dos movimentos pentecostais através da Renovação Carismática Católica, um movimento originário dos EUA.Aimee Semple McPherson – Igreja do Evangelho Quadrangular. Recentemente cresceram as chamadas igrejas neopentecostais com foco nas classes média e alta, com um discurso mais liberado quanto aos costumes e menos ênfase nas manifestações pentecostais. Entre elas as igrejas podemos citar a Igreja Apostólica Renascer em Cristo, fundada por Estevam e Sonia Hernandes, a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, fundada por Robson Rodovalho e a Igreja Evangélica Cristo Vive, fundada por Miguel Ângelo. Seus fiéis costumam se identificar como “evangélicos”, em referência aos reformados do século XVI.Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em março de 2010, 25% dos brasileiros são evangélicos, sendo 19% seguidores de denominações pentecostais.

ANÁLISE COMPARATIVA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS: Basicamente são três as ramificações que se apresenta no meio Protestante: tradicional, pentecostal e neopentecostal.

Tradicionais: 
Compreende principalmente as chamadas igrejas históricas que tiveram origem no início da Reforma Protestante ou bem próximo dela. São elas:
· Luterana: Fundada por Martinho Lutero (Século XVI)
· Presbiteriana: Fundada por João Calvino (Século XVI)
· Anglicana: Fundada pelo rei da Inglaterra Henrique VIII (Século XVI)
· Batista: Fundada por John Smith e Thomas Helwys(Século XVII)
· Metodista: Fundada por John Wesley (Século XVIII)

Pentecostais: Compreende as igrejas que tiveram inicio no reavivamento nos Estados Unidos entre 1906-1910. As experiências do “batismo no Espírito Santo” levaram os membros que tiveram essa experiência a serem excluídos de suas antigas igrejas, formando assim outras comunidades que levaram o nome de Assembléias de Deus (não confundir com a denominação brasileira que leva o mesmo nome, enquanto que aquela é um movimento que reuniu várias igrejas que aceitavam a experiência dos dons espirituais no batismo com o Espírito Santo, esta ultima foi uma denominação fundada em terra brasileira), congregações etc…
As principais igrejas pentecostais no Brasil são:
Assembléia de Deus; Congregação Cristã no Brasil; Igreja do Evangelho Quadrangular; O Brasil para Cristo; Deus é Amor.
· Assembléia de Deus: Fundada pelos missionários suecos Daniel Berg e Gunnar Vingren (1911) é a principal expoente do pentecostalismo no Brasil.
· Congregação Cristã no Brasil: Fundada por Louis Francescon (1910)
· Igreja do Evangelho Quadrangular: Fundada por Aimée Semple McPhersom (1950)
· O Brasil para Cristo: Fundada por Manoel de Melo (1955)
· Deus é Amor: Fundada por Davi M. Miranda (1962)

Neopentecostais: Os neopentecostais são igrejas oriundas do pentecostalismo original ou mesmo das igrejas tradicionais. Surgiram 60 anos após o movimento pentecostal. Nos Estados Unidos, são chamados de carismáticos sendo que aqui no Brasil essa nomenclatura é reservada exclusivamente para um grupo dentro da igreja Católica que se assemelha aos pentecostais.
No Brasil as principais igrejas que representam os neopentecostais são:
Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja da Graça, Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo.
· Universal do Reino de Deus:
 Fundada por Edir Macedo (1977)
· Igreja Internacional da Graça de Deus: Fundada por R. R. Soares (1980)
· Sara Nossa Terra: Fundada por Robson Rodovalho (1980)
· Renascer em Cristo: Fundada por Estevam Hernandes (1986)

Diferenças entre os grupos

TRADICIONAIS X PENTECOSTAIS: Os evangélicos tradicionais diferem dos pentecostais apenas em relação a experiência do chamado “Batismo no Espírito Santo”. Não aceitam o “Falar em outras línguas” (glossolalia) e dão forte ênfase no ensino teológico e no trabalho social, não se preocupam com usos e costumes como vestimentas e adornos.


PENTECOSTAIS X NEOPENTECOSTAIS
: Os carismáticos formaram uma outra igreja coexistindo juntamente com os pentecostais mas sem se identificar com elas. Dão bastante ênfase ao louvor e são mais flexíveis teologicamente não permanecendo estáticos na doutrina como são os pentecostais. Distingue-se também quanto aos usos e costumes. É o grupo que mais cresce atualmente no Brasil devido a um maciço investimento na mídia, como é o caso das igrejas Universal e da Graça.

Fases da igreja

A Igreja passou por três fazes principais:

Lembramos que cada pequena mudança, não sendo ela explicitamente determinada por Deus, por menor que ela seja, mudará o curso e se outras opiniões ou interpretações forem acrescentadas, nos distanciaremos do propósito de Deus.

Veja o que acontece com o curso de um avião que sai de São Paulo para o Rio se o piloto erra em um grau na marcação dos seus instrumentos, ele sairá de São Paulo, mas por causa deste um grau, não chegará ao Rio que era seu destino original, mas sim em um lugar não planejado. Se não desejamos chegar a um lugar que não seja o planejado, não podemos mudar nem deixar que mudanças feitas no passado nos tirem do nosso curso, se isso ocorreu mais prudente seria retornarmos ao curso anterior para que cheguemos ao local planejado.

Primeira fase chamada: “Igreja do primeiro século”, onde viviam os apóstolos e os discípulos que eram os primeiros crentes em Jesus que conviveram com Jesus e receberam os ensinamentos diretamente de Jesus e os passaram aos novos discípulos que começavam a crer no Messias Jesus. O livro de Atos nos descreve como eles viviam: Atos dos apóstolos capítulo 2:42 ao 47:

“E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum.

E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um.  E, perseverando unânimes todos os dias no “templo”, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos.”

Segunda fase chamada: “a Igreja universal” (Católica) fundada a partir do século IV por Constantino I.

Flavius Valerius Constantinus, um imperador romano, era sacerdote de uma seita que adorava o sol. Durante todo o seu regime, não abriu mão de sua condição de sumo-sacerdote do culto pagão ao “Sol Invictus“. Tinha um conhecimento rudimentar da doutrina cristã e suas intervenções em matéria religiosa visavam, a princípio, fortalecer a monarquia do seu governo.
Constantino legalizou e apoiou fortemente a cristandade por volta do tempo em que se tornou imperador, com o Édito de Milão, mas também não tornou o paganismo ilegal ou fez do cristianismo a religião estatal única; na sua posição de Sumo Pontífice – cargo tradicionalmente ocupado por todos os imperadores romanos, e que tinha a ver com a regulação de toda e qualquer prática religiosa – estabeleceu as condições do seu exercício público e interferiu na organização da sua hierarquia e da sua teologia, seguindo uma prática, no que diz respeito aos cristãos, que já havia sido inaugurada por um imperador pagão, Aureliano, que, chamado a arbitrar uma querela entre dois grupos cristãos que disputavam o bispado de Antioquia, havia estabelecido que as igrejas cristãs locais, no que diz respeito a sua organização administrativa – inclusive quanto a eleição dos bispos – deveriam reportar-se à igreja de Roma, a capital

Mas apesar de seu batismo, há dúvidas se realmente ele se tornou Cristão. Ele nunca abandonou sua adoração com relação ao deus Sol (Deus Sol Invicto), tanto que em suas moedas Constantino manteve como símbolo principal o sol. A Enciclopédia Católica diz: “Constantino favoreceu de modo igual ambas as religiões. Como sumo pontífice ele velou pela adoração pagã e protegeu seus direitos.” E a Enciclopédia Hídria observa: “Constantino nunca se tornou cristão”. Eusébio de Cesaréia, que escreveu a biografia dele, diz que ele se tornou cristão nos últimos momentos da vida. No entanto, no dia anterior, Constantino fizera um sacrifício a Zeus, e até o dia da sua morte, em 337, usou o título pagão de Sumo Pontífice. “Fonte Wikipédia”

Constantino convocou um concílio que marcou o início da separação e desligamento definitivo da Igreja com Israel: o concílio de Nicéia, onde foi discutido a divindade de Jesus e para marcar uma nova data para a celebração da páscoa para que não fosse celebrada juntamente com os Judeus. Uma vez que a páscoa é a celebração da morte e ressurreição de Jesus que aconteceu na mesma época em que os Judeus celebravam a sua páscoa (pass over) é obvio que uma outra data não poderia ser escolhida, pois passaríamos a celebrar um acontecimento numa data em que ele não aconteceu, porém a mudança foi feita e um grauzinho foi alterado no curso.

Após a morte de Constantino I, Seu filho, Constantino II assume o império e convoca outro concílio, o de Laodicéia, “Canon 29”. Neste concílio, os crentes foram proibidos, por pena de severa punição de trabalharem no domingo, somente os trabalhadores do campo poderiam trabalhar neste dia. Foram proibidos também de fazerem orações em hebraico e de comemorarem as festas bíblicas junto com os Judeus, se o fizessem seriam considerados cúmplices na morte de Jesus e condenados. Inicia-se então o período chamado idade média onde a inquisição forçava a conversão em massa ao catolicismo onde todos os que se opunham a Igreja universal eram condenados à morte, e ao invés da Igreja usar a oportunidade para espalhar a mensagem de amor do evangelho, ela na verdade se transformou na Igreja triunfante, pronta para vencer a todos que se opunham a ela. A partir do ano 312, os escritos dos patriarcas da Igreja, passaram a ter outro caráter: não mais defensivos e apologéticos, mas agressivos e dirigindo seu veneno para todos que estavam fora do seu rebanho, em especial ao povo Judeu.

Terceira fase: De todas as alterações imposta por Constantino e todos os outros que o sucederam, Martin Lutero levanta “95” teses contra o catolicismo e nasce a terceira fase: “a Igreja da reforma”, a partir do século XVI, tendo como tema principal da reforma, a indulgência, que representava a salvação através de uma oferta em dinheiro, e não uma salvação pela fé.

Lutero viu este tráfico de indulgências como um abuso que poderia confundir as pessoas e levá-las a confiar apenas nas indulgências, deixando de lado a confissão e o arrependimento verdadeiro. Portanto, ao lançar suas “95 Teses”, Lutero tornava públicas as suas idéias, com a finalidade de expor questões que o incomodavam a respeito das “vendas de perdão/indulgências”, cujas contradições práticas e doutrinais, somadas à corrupção de determinados setores do clero, eram vistas por ele como uma ameaça à credibilidade em relação à fé cristã e à Igreja de Roma.

Atividade em duplas ou trios

Reflita e responda:

Das 3 fases da Igreja, qual delas estava mais próxima de praticar os ensinamentos de Jesus? Ou seja: qual delas estava no curso proposto por Deus sem alterar nenhum grau ao seu destino?

Comunidade Evangélica Vale de Bênção – São Paulo/SP

Tel. 0xx11 3484.6185

Email: prlucianoescala@hotmail.com

Acesse: www.comunidadevb.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.