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Teologia de Missões

Introdução

Missiologia ou Teologia de Missões é um ramo da Teologia que estuda as missões, que são ações de propagação de uma religião. No Cristianismo, a Missiologia é uma sub-disciplina da Teologia pastoral.

O Termo: Missiologia: Missiologia é o estudo de conteúdos que envolvem a missão de anunciar o Evangelho ao mundo. Não está restrita apenas à missão espiritual, mas de abranger todas as áreas da vida e necessidades humanas. Portanto, missão, no sentido restrito de pregar o Evangelho, está intimamente ligada às necessidades físicas e espirituais do ser humano. Esses exemplos observamos na vida dos homens que foram comissionados a anunciar a Palavra de Deus desde os tempos antigos até aos tempos de hoje. Se não fora assim, a missão seria incompleta.

Não se pode cumprir a missão de pregar o Evangelho dando apenas o suplemento espiritual.

Por isso, Tiago diz: “Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Se um irmão ou uma irmã estiverem nus e tiverem falta de mantimento cotidiano. E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos e fartai-vos; e não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito há nisso? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.” (Tg 2.14-17).

A missão de pregar o evangelho compreende vários fatores que são as necessidades humanas para o reencontro com o reino de Deus.

Missões no Antigo Testamento: No Antigo Testamento, pessoas foram convocadas pelo próprio Deus para denunciarem o pecado, chamar o povo para o arrependimento e anunciarem a provisão divina para a salvação do homem testemunhando assim de Deus entre os homens.

O principal motivo pelo qual Deus chamara os patriarcas e profetas foi o de anunciar a providência divina da salvação e convencer ao homem a aceitá-la.

As pessoas foram convocadas pelo próprio Deus para a missão de apregoar a boas novas de salvação. Começando por Abraão passando pelos profetas e apóstolos, em todas as chamadas para o cumprimento da missão de pregar a palavra de Deus, Ele faz a chamada específica ao homem e lhe dar diretrizes para cumpri-la.

A história do profeta Jonas lembra-nos a incumbência de cumprir a missão de pregar o Evangelho. E é exatamente em meio às crises espirituais, sociais e políticas que Deus envia pessoas com a missão de apregoar a Sua Palavra convocando ao arrependimento e expondo as suas promessas.

O fato de Deus enviar os profetas e mensageiros em tempos difíceis justifica a misericórdia e a graça de Deus. A primeira pelo fato de Deus saber que o homem não é capaz de, por si só, sair do seu estado pecaminoso; a segunda, a manifestação graciosa de Deus com suas promessas para tirar o homem do pecado. Embora, às vezes, haja negligência por parte daqueles que são incumbidos da missão ou por parte dos que ouvem a mensagem de salvação, Deus pode suscitar os Seus, dos lugares mais terríveis e impossíveis aos olhos humanos: “porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.” (Mt 3.9). Nem mesmo a promiscuidade e o gênero pecaminoso, não impedem a Deus de realizar a Sua obra. Lembra-se de Raabe, a meretriz, de quem descendeu Jesus? E de Jefté, filho de uma prostituta, o qual venceu os amonitas e julgou a Israel durante seis anos?

Jonas tinha razão em rejeitar a missão de pregar aos ninivitas?

Deus queria mostrar que a missão era de Jonas, porém a conversão seria Deus que iria operar no meio de um povo ímpio e mudar-lhe o coração. Temos de obedecer a ordem de Cristo: “ide e pregai”. A conversão, porém, fica aos cuidados do Espírito Santo que convence do pecado, da justiça e do juízo. (Jo 16.8).

Missiologia no Cristianismo:

Missiologia abrange três estágios: Missão local, missão nacional e missão transcultural.

Missão local abrange a comunidade local e circunvizinhanças exemplo: bairros e cidades vizinhas.

Missão nacional abrange todos os limites da nação de origem do missionário(a).

Missão transcultural abrange até os confins da terra conforme a ordem dada por CRISTO: “Mas recebereis poder ao descer sobre vós o Espírito Santo e sereis testemunhas, em Jerusalém, Judéia, Samária e até os Confins da Terra abrange todos os povos, tribos, línguas e nações.”

O objetivo do missionário cristão é anunciar o Evangelho de Cristo a todos (evangelho = boa notícia, boas novas, boa mensagem) e através da exposição deste evangelho, apresentar o próprio Cristo como Senhor e Salvador de toda a humanidade.

Testemunhando Cristo  – O crescimento da Igreja

Deus salva a quem o Seu Espírito convence do pecado, da justiça e do juízo. Porém, a contribuição pessoal e coletiva dos crentes é importante para o desenvolvimento do reino de Deus. Podemos ver a Igreja sob dois aspectos e em duas naturezas: a Igreja de Cristo é universal porque é composta de povos, línguas e nações do mundo todo, (Ap 5.9). A igreja local é um grupo de pessoas que creram no Evangelho, e para isso compartilham e comungam da mesma fé através de assembléias realizadas em um local específico. Esta depende administrativamente de uma organização, registro, estatuto, ordenanças, etc.

Já a Igreja de Cristo é universal e, portanto um organismo espiritual. Esta não depende de estatuto nem de ordenança alguma, ela é regida pelo Espírito Santo que, através do Seu conhecimento de cada um, dirigi-os como quer.

É interessante observarmos estes aspectos para não fazermos julgamento injusto.

Por exemplo, um dos malfeitores que foram crucificados com Cristo, se arrependeu. Mesmo não participando de qualquer organização eclesiástica terrena, recebeu a salvação confirmada pelo próprio Salvador: “hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23.43).

A igreja local precisa espelhar a Igreja Universal que é submissa a seu Senhor, dependente dEle e herdeira das bênçãos espirituais em Cristo. Se alguma igreja não se identifica com tais características, não pode ser considerada como tal.

Para o crescimento da igreja local, são necessários alguns fatores indispensáveis:

Evangelização,Integração,Comissão.

Evangelização: A igreja precisa testemunhar de Cristo anunciando o Evangelho.

Integração: Os crentes da igreja local devem ser preparados para interagir com os novos crentes. Este fator envolve o serviço cristão, pois é o discipulado que integra os novos crentes ao padrão moral e espiritual da igreja. Não basta evangelizar. Há igrejas cheias de crentes com vícios, manias e superstições mundanas. Isso impede o crescimento pessoal e o testemunho a outras pessoas. Portanto, a consumação da libertação total da pessoa consiste em estar totalmente livre dessas práticas. Após ter sido liberta, a pessoa deve aprender a realizar o mesmo com outras pessoas. Se a pessoa, após ter deixado o mundo, passar a participar somente dos cultos litúrgicos da igreja sem nenhuma tarefa que a envolva no reino de Deus, ela passa a viver entediada, ociosa e sem objetivo. Jesus disse aos seus discípulos: “… eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça…” (João 15:16).

O discipulado é para que os discípulos se tornem elementos multiplicadores do reino de Deus. A falta do discipulado produz crentes sem razão de ser, sem motivo para participar da igreja.

Comissão: A implantação de novas congregações e o desenvolvimento espiritual e social deve ser o objetivo da igreja. Uma igreja que não motiva o crescimento do campo missionário fica entediada e fadada ao fracasso. Quando uma igreja local motiva o serviço cristão se multiplica através do aumento indispensável tanto em número quanto em qualidade dos seus membros.

Preparação

A missão hoje exige mais do que nunca uma intensa formação humana, espiritual, intelectual e prática. Mas, antes de tudo, o missionário é chamado a reservar um tempo para si, num encontro consigo mesmo, com os outros e com Deus diante dos desafios da missão aqui e além-fronteiras. A perspectiva de uma inserção numa nova realidade requer uma redobrada atenção e uma capacidade de superação que precisa ser aprimorada e treinada.

01- É importante que tenha profunda experiência de Salvação, e comunhão com Cristo, à quem ira apresentar as pessoas.

02- Profundo conhecimento das escrituras sua principal ferramenta.

03- Domínio da língua local onde pretende atuar.

04- Conhecimento da cultura e das leis e costumes locais.

05- Imprescindível que este possa contar com as orações, apoio financeiro, e ministerial de sua Igreja de origem.

Classificação de Países por perseguição Escrito por Equipe Missionews   
Seg, 06 de Abril de 2009 03:00

A Classificação de países por perseguição, divide os países em cinco graus, que vão de “perseguição severa” a “alguns problemas”.

Ela é compilada e divulgada anualmente pela Portas Abertas, a fim de chamar a atenção sobre a liberdade religiosa dos cristãos em diversos países do mundo.

O Top 10 da Classificação de países por perseguição

Coréia do Norte: Neste ano, o número um na Classificação de países por perseguição não é estranho para nós: a Coréia do Norte tem liderado a lista por sete anos consecutivos. Não há nenhum outro país no mundo onde os cristãos sejam perseguidos de uma maneira tão horrível e tão cruel.

Arábia Saudita e Irã: O reino Wahhabi da Arábia Saudita mantém seu sólido segundo lugar, tendo o mesmo número de pontos de outro país também dirigido pela lei sharia: Irã.

Afeganistão, Somália e Maldivas: O islamismo também é a religião oficial do Afeganistão, Somália e Maldivas. O Afeganistão subiu de sétimo para quarto lugar. O país se moveu na lista devido ao aumento da pressão causada pela atuação do talibã em 2008. A situação do país está tensa.

Iêmen e Laos: Em sétimo lugar encontra-se o Iêmen, cuja posição mudou de sexto para sétimo, mas em 2008 não houve nenhuma grande mudança em relação à falta de liberdade que os cristãos enfrentam. Isso também aconteceu no Laos, o país ainda é o número oito da lista.

Dois novos países entraram no Top 10: Somália e Eritréia: No caso da Eritréia, o número total de pontos não teve alteração em comparação ao ano passado, mas outros países saíram do Top 10 e fizeram com que ela subisse. No entanto, a situação deplorável dos cristãos deste país justifica muito sua posição entre os dez mais perseguidos. Na Somália, o número de incidentes contra cristãos aumentou substancialmente em 2008, explicando assim seu aumento de décimo segundo para quinto lugar.

O islamismo é a religião predominante em sete dos dez primeiros países: Arábia Saudita, Irã, Afeganistão, Somália, Maldivas, Iêmen e Uzbequistão. Dois países possuem governos comunistas: Coréia do Norte e Laos. A Eritréia é o único país ditatorial entre os dez piores da lista

Missão X Preconceito (Texto para Reflexão)

O texto abaixo, de um Pastor Evangélico, refere-se ao episódio envolvendo os jogadores do Santos numa visita ao Lar Espírita Mensageiros da Luz, que cuida de crianças com deficiência cerebral, para entregar ovos de Páscoa. Uma parte dos atletas, dentre eles, Robinho, Neymar, Ganso e Fabio Costa, se recusaram a entrar na entidade, e preferiu ficar dentro do ônibus do clube, sob a alegação de que eram evangélicos e não entrariam num local fundado e dirigido por Espíritas.

Reflexão para a paz _ Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.

Os meninos da Vila pisaram na bola, mas prefiro sair em sua defesa. Eles não erraram sozinhos. Fizeram a cabeça deles. O mundo religioso é mestre em fazer a cabeça dos outros. Por isso, cada vez mais me convenço que o Cristianismo implica na superação da religião, e cada vez mais me dedico a pensar nas categorias da espiritualidade, em detrimento das categorias da religião. A religião está baseada nos ritos, dogmas e credos, tabus e códigos morais de cada tradição de fé. A espiritualidade está fundamentada nos conteúdos universais de todas e de cada uma das tradições de fé.
Quando você começa a discutir quem vai para céu e quem vai para o inferno, ou se Deus é a favor ou contra a prática do homossexualismo, ou mesmo, se você tem que subir uma escada de joelhos ou dar o dízimo na igreja para alcançar o favor de Deus, você está discutindo religião. Quando você começa a discutir se o correto é a reencarnação ou a ressurreição, a teoria de Darwin ou a narrativa do Gênesis, e se o livro certo é a Bíblia ou o Corão, você está discutindo religião. Quando você fica perguntando se a instituição social é espírita kardecista, evangélica, ou católica, você está discutindo religião. O problema é que toda vez que você discute religião você afasta as pessoas umas das outras, promove o sectarismo e a intolerância. A religião coloca de um lado os adoradores de Alá, de outro os adoradores de Yahweh, e de outro os adoradores de Jesus. Isso sem falar nos adoradores de Shiva, de Krishna e devotos do Buda, e por aí vai.

E cada grupo de adoradores deseja a extinção dos outros, ou pela conversão à sua religião, o que faz com que os outros deixem de existir, enquanto outros, e se tornem iguais a nós, ou pelo extermínio, através do assassinato em nome de Deus, ou melhor, em nome de um deus, com d minúsculo, isto é, um ídolo que pretende se passar por Deus.

Mas quando você concentra sua atenção e ação, sua práxis, em valores como reconciliação, perdão, misericórdia, compaixão, solidariedade, amor e caridade, você está no horizonte da espiritualidade, comum a todas as tradições religiosas. E quando você está com o coração cheio de espiritualidade, e não de religião, você promove a justiça e a paz. Os valores espirituais agregam pessoas, aproximam os diferentes, fazem com que os discordantes no mundo das crenças se dêem as mãos, no mundo da busca de superação do sofrimento humano, que a todos nós humilha e iguala, independentemente de raça, gênero, e inclusive religião. Em síntese, quando você vive no mundo da religião, você fica no ônibus. Quando você vive no mundo da espiritualidade, que a sua religião ensina – ou pelo menos deveria ensinar, você desce do ônibus e dá um ovo de páscoa para uma criança que sofre a tragédia e a miséria de uma paralisia mental.

Ed René Kivitz, cristão, pastor evangélico, e santista desde pequenininho.

Preconceito: é um “juízo” preconcebido, manifestado geralmente na forma de uma atitude de “discriminação” (discriminatória) perante pessoas, lugares ou tradições considerados diferentes ou “estranhos”. Costuma indicar desconhecimento pejorativo de alguém, ou de um grupo social, ao que lhe é diferente. As formas mais comuns de preconceito são: social, “Racismo racial” e “Preconceito sexual”.

De modo geral, o ponto de partida do preconceito é uma generalização superficial, chamada “estereótipo”. Exemplos: “todos os alemães são prepotentes”, “todos os norte-americanos são arrogantes”, “todos os ingleses são frios”. Observar características comuns a grupos são consideradas preconceituosas quando entrarem para o campo da agressividade ou da discriminação, caso contrário reparar em características sociais, culturais ou mesmo de ordem física por si só não representam preconceito, elas podem estar denotando apenas costumes, modos de determinados grupos ou mesmo a aparência de povos de determinadas regiões, pura e simplesmente como forma ilustrativa ou educativa.

Observa-se então que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro. Entretanto, trata-se de um erro que faz parte do domínio da crença, não do conhecimento, ou seja ele tem uma base irracional e por isso escapa a qualquer questionamento fundamentado num argumento ou raciocínio.

Enquanto que o preconceito racial é considerado um crime em muitos países, muitas das vezes o “bullying” se mistura com o preconceito.

Bullying é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully – «tiranete» ou «valentão») ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (incapazes) de se defender.

Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de Bullying pela turma.

Os sentimentos negativos em relação a um grupo fundamentam a questão afetiva do preconceito, e as ações, o fator comportamental.

Segundo Max Weber (1864-1920), o indivíduo é responsável pelas ações que toma.

Uma atitude hostil ou negativa em relação a um determinado grupo, pode ser classificada como preconceito.

Que está penetrado nas relações humanas, e pode se tornar uma questão tradicional, sendo a aprendizagem responsabilizada por alguns desses fenômenos. Existe uma facilidade para que ocorra o aprendizado do preconceito, o sentimento desprezível pelo outro pode ser facilmente apreendido. Todo esse sistema é passado de geração para geração contribuindo para a persistência do preconceito em determinada cultura.

Ética: é a área da filosofia que estuda o comportamento humano. Portanto, um problema ético de grande relevância e interesse é o preconceito, uma vez que se trata de um comportamento que cria vários problemas práticos para o ser humano. Para o filósofo, ou melhor, no âmbito filosófico, para se tratar do tema, a primeira questão a ser levantada é: o que é ou em que consiste o preconceito?
A resposta que se dará a essa questão aqui tem como base as idéias do filósofo e juristaitaliano Norberto Bobbio, cujas posições éticas e políticas costumam ser acolhidas pelos mais diferentes grupos, sejam de direita ou esquerda, por exemplo. Ao analisar o preconceito, Bobbio deixa claro que ele se constitui de uma opinião errônea (ou um conjunto de opiniões) que é aceita passivamente, sem passar pelo crivo do raciocínio, da razão.

a) Preconceito quanto à classe social: Em geral, é a tendência a considerar o “pobre” como um ser humano inferior, em função de sua pobreza, para prevalecer-se dele. A diferença social não pode ser transposta para o plano intelectual ou moral.

Neste último, em especial, todos os homens desfrutam e devem desfrutar de uma mesma dignidade.

b) Preconceito quanto à orientação sexual: Atualmente, é cada vez mais reconhecido, inclusive no aspecto legal, o direito de o indivíduo se relacionar sexual e afetivamente com outro(s) indivíduo(s) do mesmo sexo.

A escolha sexual não interfere no caráter e não é obstáculo ao desenvolvimento de qualquer atividade. A homossexualidade (homo = igual), porém, ainda é muito discriminada no Brasil, o que é um resquício da sociedade patriarcal e machista que o país foi até cerca de 40 anos atrás.

c) Preconceito quanto à nacionalidade: Entre nós, brasileiros, é freqüente tachar os portugueses de burros. Isso também é um vestígio do passado colonial: uma forma de nos vingarmos do povo que naquela época mandava em nosso país. Em São Paulo, no começo do século 20, devido à imigração, havia preconceito contra os italianos, chamados pejorativamente de “carcamanos“. Na Argentina, há décadas atrás, os brasileiros eram chamados de “macaquitos“, por supostamente imitarem as modas vindas dos Estados Unidos.
d) Preconceito contra deficientes: Há uma grande diferença entre deficiência e incapacidade. No entanto, não é incomum que os deficientes sejam discriminados, particularmente em termos profissionais. Recentemente, o governo brasileiro tem desenvolvido políticas que visam a integrar o deficiente à sociedade e coibir a discriminação.

Preconceito lingüístico: O preconceito lingüístico é uma forma de preconceito a determinadas variedades lingüísticas. Para a lingüística, os chamados erros gramaticais não existem nas línguas naturais, salvo por patologias de ordem cognitiva.

 Segundo os lingüistas, a noção de correto imposta pelo ensino tradicional da gramática normativa origina um preconceito contra as variedades não-padrão.

Preconceito dentro das Igrejas:

João 13:34 “Um novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei a vós, que também vós vos ameis uns aos outros

Será que ainda existe fatores de preconceito dentro das Igrejas evangélicas no Brasil referente : Condição financeira; Aparência física; Opção sexual; Vestes, brincos, cabelo, tatuagem, piercing; Idade; Deficiente físico; Outras culturas religiosas;

Preconceito a gêneros musicais na igreja:

Hoje, no meio cristão há um crescente número de bandas, ministérios de louvor , o que mostra que a música na igreja está evoluindo e é muito interessante porque há uma variedade de músicas para nós cristãos ouvirmos e que seja de acordo com o nosso gosto musical,mas o que quero debater é sobre o preconceito que muitos estilos musicais e grupos que se propõem a louvar ao Senhor com as mais variadas formas de louvor.

Existe gêneros musicais que não são de Deus?

Como lidar com a questão do homossexualismo dentro das Igrejas evangélicas?

Será que somos preconceituosos?

Existe a possibilidade de realizar Missão tendo uma concepção preconceituosa?

Missão Local – Missão Nacional – Missão Transcultural

Que é o Missionário? Missionário é alguém que tem por função a pregação religiosa em locais onde sua religião ainda não foi difundida, realiza trabalho de promoção social ou em local que necessite de reavivamento de sua crença ou religião. É uma figura comum dentro de diversas crenças. Na verdade dentro da concepção cristã, missionário é a figura do plantador de igrejas; Muitos confundem missões com atividades em regiões internacionais, porém, as missões podem ser locais, regionais, estaduais, nacionais, internacionais, mundiais, enfim, tudo vai do desprendimento do missionário.

Condições necessárias para o Missionário:

Na igreja Cristã, para que se possa ir a um local em missão, é necessário o preenchimento de algumas condições, de acordo com a situação em causa:

Conhecimento,no mínimo básico, da Bíblia e ou, muito amor ao próximo.

Boa saúde

Preparação para a vida no local, relativamente à realidade cultura da sociedade

Conhecimento da língua ou a disponibilidade para a aprender

Conhecimento dos objetivos e características do trabalho

Preparação para a reintegração na sociedade de origem após um afastamento prolongado

É considerado  Missionário:

Aquele que envia (até mesmo aquele que sustenta financeiramente uma missão)

Aquele que é enviado

Aquele que ora pelo bom êxito da missão

Aquele que esta preparado para cumprir qualquer missão em que for designado por seu líder, pastor, agência, etc.

Missões no Cristianismo:

No cristianismo os missionários e as missionárias têm um significado importante. Os apóstolos foram os primeiros missionários cristãos. O cristianismo é até hoje uma religião missionária.

A motivação para uma atividade como missionário é o desejo de ser um enviado na transmissão de crenças religiosas (Evangelização). Outra motivação pode ser o amor ao próximo e vontade de suprir as carências de infraestruturas adequadas em países pobres. Por essa razão, as organizações missionárias enviam freqüentemente pessoal qualificado para as missões, por exemplo; médicos, enfermeiros, técnicos especializados, professores (nomeadamente em áreas como a agronomia, a medicina e a teologia). Freqüentemente trabalham, juntas no mesmo projeto, igrejas, ou outras organizações, de países ricos e pobres.

Missão Transcultural

Missões Povos Indígenas:

l       Clareza na comunicação

l       O universo indígena é culturalmente diversificado. De forma geral, porém, poderíamos conceber que o indígena possui uma abordagem global e oral de aprendizado.

l       Globais. Enquanto a sociedade não indígena, em sua maioria, aprende de forma linear, ou seja, fragmentando o conhecimento e estruturando-o, os indígenas aprendem a partir de um valor unitário, não fragmentado. Para o não indígena faz sentido iniciar uma lição explicando os elementos que formam o H2O enquanto para o indígena a figura de um rio, que contém a água, transmite o sentido do conhecimento a ser partilhado. Sugerimos, assim, que utilizemos uma abordagem sobretudo global, se o assunto é a vida de oração inicie trazendo a história de um homem que orava e deixe que as lições mais fragmentadas venham em um segundo plano. Observe e selecione o valor principal (que será unitário) em sua lição e ‘ao redor dele’ construa a lição que há de partilhar.

l       Orais. A sociedade não indígena convive há muito tempo com o registro enquanto a sociedade indígena se manteve mais oral. É algo que está em franca mudança com a inserção das escolas formais para crianças e adultos mas ainda é certo afirmar que boa parte do universo indígena transmite seus valores a partir de um ambiente oral. Desta forma sugerimos que você valorize as histórias, as ilustrações, as conversas e os testemunhos. Algo do qual facilmente se lembrará e também facilmente poderá partilhar com outros.

Orientação quanto ao discurso

l       O discurso faz parte da estrutura lingüística de um povo e, via de regra, é usado para definir as diversas formas de comunicação social. Está plenamente integrado à cosmovisão do grupo e portanto segue padrões estabelecidos. Conseqüentemente, para haver boa comunicação e principalmente entendimento é necessário utilizar e respeitar o discurso vigente. No universo indígena trabalha-se com muitas variáveis lingüísticas que envolvem bilingüismo com o português, diferentes graus de aculturamento etc. Porém, há padrões gerais quanto ao discurso, mesmo em português, que podem ser observados.

l       Utilize somente os princípios e contextualize a comunicação e abordagem tendo em mente que a sociedade indígena, em sua maioria, é global, oral e relacional.

l       Recolha um bom número de histórias e ilustrações locais.

l       Não fale muito alto para não dar a idéia de que está “ralhando” com o povo.

l       Observe a diferença entre o pensamento global e o analítico. No analítico você desenvolve um sistema de argumentos ao redor de uma conclusão, por vezes fragmentada. No global você trabalha com basicamente uma argumentação e uma conclusão, comprovadas por um valor bíblico, por uma história e algumas aplicações do dia a dia. Uma estrutura global simples para uma mensagem seria:

l       Apresentação pessoal e saudação

l       História ou ilustração

l       Texto bíblico e explicação rápida e dissertativa

l       Aplicação (preferencialmente com espaço para a participação do grupo)

l       Conclusão (relembrando a história e a aplicação)

l       (Se desejar): memorizar um verso

l       Note, porém, que para expor este ponto utilizamos uma estrutura linear (a, b, c) enquanto eles pensarão de forma global, em círculos ao redor de uma lição ou valor unitário.

Quanto ao uso do intérprete, se for o caso, algumas sugestões:

l       Usar frases pequenas e no máximo 3 frases por vez

l       Não usar expressões complexas

l       Não utilizar frases cortadas

l       Evitar termos ou situações pejorativas

l       Preferencialmente discutir o tema central da mensagem previamente com o intérprete

l       Não usar de descontinuismos como  “Quando eu estava chegando aqui/”; ou

“Havia no meio de uma mata/” pois os ‘cortes’no discurso diferenciam de língua para língua

l       Observar, na comunidade ou etnia alvo:

l       Para onde eles olham quando falam em público (Não fitar demasiadamente)

l       Cuidados com a exortação. Um tom severo pode ser mal interpretado.

l       Similaridades com a história ou aplicações no grupo como “Havia um velho em uma comunidade…” ou “Esta é a história de uma criança cega…” pois caso haja alguém nesta categoria no presente grupo poderá haver uma ligação objetiva com a mesma.

Missão Nacional – BRASIL

Como desenvolver e as dificuldades

l       A dificuldade de estabelecer um trabalho missionário dentro de um país com muitas culturas.

l       Respeitar as diferenças culturais de cada região.

l       Conhecer o população que deseja desenvolver o trabalho missionário.

l       Conhecer as necessidades sociais e políticas da região.

l       Não quer apressar ou antecipar o agir de Deus nas pessoas. Não é por força e nem por violência.

l       Pregar sobre o Amor de Deus.

Missão Local – São Paulo

Como desenvolver e as dificuldades

l       Desenvolver um trabalho missionário na própria casa com seus familiares. Como fazer a diferença entre os nossos familiares que conhecem nossas falhas e passado?

l       No local de trabalho, estudo e com os vizinhos. Como fazer a obra de Deus em locais onde precisamos redobrar nossa vigilância?

l       A dificuldade de estabelecer um trabalho missionário dentro de uma cidade com muitas culturas e tribos. Novamente o preconceito será uma barreira para desenvolver esse trabalho.

Assistência religiosa em presídios e hospitais.

O que temos feito pelo nosso próximo?

Assistir os vídeos “Desigualdade Social” & “Leva-me aos sedentos”

Temas para a discussão:

A) O que temos feito pelo nosso próximo?

B) Que política social poderia ser aplicada para amenizar o sofrimento de tantas pessoas pelo mundo?

C) Quais são as maiores dificuldades para resolver ou amenizar a condição desumana de tantas pessoas pelo mundo?

D) Porque tantas pessoas sofrem? Causa social ou espiritual?

Comunidade Evangélica Vale de Bênção – São Paulo/SP

Tel. 0xx11 3484.6185

Email: prlucianoescala@hotmail.com

Acesse: www.comunidadevb.com.br

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